Por: Eloir Vieira

“Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti? E, se não fizeres bem, o pecado jaz à porta, e para ti será o seu desejo, e sobre ele dominarás” (Gn 4.7).

Caim e Abel, os dois primeiros filhos de Adão e Eva, representam dois tipos de corações dos seres humanos. Abel era uma pessoa boa, digna, de caráter, de boas obras; por isso Deus aceitou sua oferta de bom grado. Já, Caim e a sua oferta, Deus rejeitou.

Isto mostra que agradamos ou desagradamos a Deus, não pelo que lhe ofertamos, mas por nossas práticas, pelo nosso modo de ser e de viver, de se relacionar com o próximo.

Vejamos o que disse o apóstolo João, ao se referir a esses dois personagens: “Porque esta é a mensagem que ouvistes desde o princípio: que nos amemos uns aos outros. Não como Caim, que era do maligno e matou a seu irmão. E por que causa o matou? Porque suas obras eram más, e as de seu irmão, justas” (1ªJo 3.11,12). Se observarmos as pessoas, percebemos que há gente de boas obras, e gente de más obras!

Qualquer pessoa boa, pode se tornar maligna; e qualquer pessoa maligna, pode se regenerar e se transformar numa pessoa boa. O segredo está em controlar seus impulsos, observar a Palavra de Deus e obedecer a Deus. Se Caim tivesse dominado seu ciúme, sua inveja do irmão, e controlado sua ira, seguindo a orientação de Deus, não deixaria entrar ódio no seu coração, e não teria matado a seu irmão. Mas ele não ouviu a Deus!

O pecado está na nossa carne, na nossa mente e coração, mas só praticamos, se obedecermos aos nossos desejos malignos, pois, controlar os desejos e dominá-los, compete a nós! Somos atraídos e enganados pelos desejos da nossa carne: “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência” (Tg 1.14).

Se dermos vasão aos desejos do nosso coração, aguçamos o pecado e despertamos a vontade de realizar; uma vez realizado, consumado o ato, morremos espiritualmente e deixamos de ter comunhão com Deus: “Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.15).

Deus perdoou os pecados de toda a humanidade, por meio do sangue do seu Filho Jesus Cristo, derramado na cruz do Calvário. A parte de Deus está consumada! Mas aos humanos, compete se arrepender e se converter a Cristo Jesus; renunciando ao pecado, às injustiças e toda espécie de iniquidade. Deus é amor, mas também é justiça; perdoa os pecadores, mas não tem comunhão com pecado. Todo pecador que crê em Jesus Cristo, precisa mudar seu estilo de vida, seu comportamento, para ser aceito por Deus.

Para dominarmos o pecado, precisamos nos revestir da armadura de Deus (Ef 6.11-17); produzir fruto do Espírito Santo (Gl 5.22). Diz a Palavra de Deus: “Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: Qualquer que não pratica a justiça e não ama a seu irmão não é de Deus” (1ªJo 3.10). Se bem fizeres, não haverá aceitação para ti?

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