Wilson Aquino*

Nesses últimos tempos de incontáveis vidas ceifadas em torno de todos nós, levando parentes, amigos e conhecidos, gente simples e famosa, autoridades e artistas, cidadãos e cidadãs de todas as idades, pelas mais variadas causas, nos obrigam a refletir e ponderar sobre como estamos vivendo a vida e, quem sabe, muda-la para melhor para que um dia possamos deixar um legado digno e honrado àqueles que continuam a jornada.

Sábios aqueles que rompem as barreiras do comodismo, do orgulho e da prepotência existentes no interior de cada um, em maior ou menor escala, e admitem que estão levando uma vida errante, com ações e relacionamentos indevidos, regados de atividades que vão em desencontro aos bons princípios morais e espirituais. E que, além de admitir isso, procuram mudar radicalmente de vida e se necessário for, se afastam desse mau caminho que é conhecido pela maioria dos que trilham por ele.

Por intermédio daqueles que lutam para manter a vida, principalmente nos leitos hospitalares, contra a Covid, câncer ou qualquer dos incontáveis problemas de saúde que afetam as pessoas, temos testemunhado o valor da vida que mostra, pelo sofrimento, a sua grandiosidade. Aqueles que estão prestes a perdê-la são os primeiros a enxergar e a sentir o quanto ela é importante para ser desperdiçada simplesmente ou ferida com a ingestão de substâncias nocivas à sua longevidade, como o caso das drogas e bebidas.

Sabendo disso, que a vida pode ser curta, felizes aqueles que se preocupam em levá-la com sabedoria e que se dedicam a coisas realmente importantes, dignificantes, que elevam moral e espiritualmente o próprio ser e a todos à sua volta.

A morte, que chegará a absolutamente a todos, nos faz refletir e pensar:

Que legado deixarei após a minha partida?

– Quem realmente sou e o que fui no meio em que vivi?

Muitos que refletem sobre essas questões constatam quão longe estão de deixarem um bom legado, de boas ações e ensinamentos que poderiam ajudar não apenas nossos descendentes, mas a comunidade em geral.

Não podemos nos arrepender do caminho errante que trilhamos, somente num leito hospitalar. Incontáveis meios procuram nos despertar para que façamos autoanálise e busquemos outros caminhos saudáveis e edificantes.

É perfeitamente compreensível esse sentimento de culpa. Afinal, “Amar o próximo como a nós mesmos” é o segundo grande mandamento de Deus para todos nós. E como somos “juízes naturais”, cobramos isso de nós mesmos, principalmente quando estamos dessa forma, debilitado fisicamente ou espiritualmente.

Amar ao próximo é um processo extenso que exige diferentes ações como:

Ouvir mais e falar menos;

Dar a devida atenção às pessoas;

Se preocupar com o bem-estar do próximo e fazer tudo o que puder para ajuda-lo;

Ser manso ao falar, paciente em ouvir e caridoso em ajudar materialmente ou não as pessoas, já que um simples ombro amigo pode ser de grande ajuda;

Perdoar aqueles que te ofendem ou que te prejudicaram de alguma forma, pois o rancor, o ódio a mágoa e tudo mais de negativo que guardar no coração farão mal para si próprio e não para aquele que provocou tais sentimentos;

 Amar a Deus acima de todas as coisas e procurar se aproximar cada vez mais Dele, em obediência aos Seus mandamentos e Ensinamentos é o melhor caminho a trilhar para se conquistar uma vida digna, honrada e glorificada, capaz de influenciar inúmeras outras vidas à nossa volta.

Trilhando então esse caminho certamente serás sempre abençoado e inspirado a fazer o que é correto, honesto, saudável e experimentará a verdadeira felicidade em vida e, no final, será um bom exemplo a todos aqueles com quem conviveu. Então, seu legado será bom, pois será sempre muito bem lembrado.

*Jornalista e Professor

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