As duas vagas do Senado em MS: Alguém vai ficar de fora do “Paraíso”

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Para o Senado, em 2026, a conta é exata e cruel: são muitas intenções para apenas duas cadeiras.

Na física, Isaac Newton sentenciou: dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. No tabuleiro político de Mato Grosso do Sul, essa lei não é apenas ciência; é uma sentença de morte eleitoral. Para o Senado, em 2026, a conta é exata e cruel: são muitas intenções para apenas duas cadeiras. E no vácuo entre a vitória e a derrota, não existe prêmio de consolação. Alguém vai ficar de fora do “Paraíso”.

O Trio – 1º Voto

O cenário capturado em fevereiro de 2026 desenha uma batalha de nervos. A liderança de Reinaldo Azambuja (PL), com seus 20%, já não tem o conforto de outrora. Pelo retrovisor, ele vê o brilho ofuscante de dois rivais que se recusam a recuar: Nelsinho Trad (PSD), com 18,6%, e Capitão Contar (PL), com 17,4%. Vander, com 9%, Soraya, com 4%, Gerson, com 3,6%, Gianni, com 3%, Pollon, com 2,4%, Meza, com 1,2%, e Beto do Movimento (PSOL), com 0,2%, sendo que 10,2% vão votar em branco ou nulo e 10,4% não sabem ou não responderam.

O Trio – 2º Voto

Na pesquisa estimulada 2º voto, Nelsinho lidera, com 19,2% das intenções de votos, seguido por Contar, com 18%, Azambuja, com 16,6%, Vander, com 10,2%, Soraya, com 4,4%, Gerson, com 4%, Meza, com 1%, e Beto do Movimento, com 0,3%, sendo que 10,7% vão votar em branco ou nulo e 10,2% não sabem ou não responderam.

Dentro da margem de erro, o que vemos não é uma fila, mas um embate ombro a ombro. É a gestão contra a articulação; o fervor ideológico contra a experiência de quem já conhece os corredores do poder mundial.

A Diplomacia

Enquanto o campo da direita se engalfinha em um congestionamento de nomes — com Pollon e Gianni Nogueira buscando o mesmo oxigênio — Nelsinho Trad joga uma cartada de peso internacional. Sua atuação em Washington, desatando nós comerciais para a carne e as frutas brasileiras, trouxe para a disputa um aroma de pragmatismo que o eleitor valoriza. Ele provou que o Senado não é palco para aprendizes, mas trincheira para quem sabe abrir portas globais.

O Perigo

Com a esquerda tentando se consolidar através de Vander Loubet (PT) e seus 10,2% de base fiel, a fragmentação da direita pode beneficia-lo. Se houver insistência em vaidades e chapas puras, o “campo gravitacional” da conservação pode implodir, forçando gigantes como MDB e PP a uma recalcular a rota em pleno voo.

O Peso

A frase “o Senado é melhor que o Paraíso porque não precisa morrer para chegar lá” é uma máxima política famosa, atribuída ao ex-senador José Sarney e citada como um prêmio cobiçado por políticos. Historicamente, essa visão ironiza o prestígio, estabilidade e poder associados ao cargo

A Lei de Newton da política sul-mato-grossense está posta: o volume de egos e histórias é vasto, mas o espaço físico em Brasília é finito. No dia 4 de outubro, saberemos quem tem a densidade necessária para ocupar o lugar no espaço e quem será evaporado pelo calor das urnas.

“Vencer sem correr riscos é triunfar sem glórias.” — A frase de Ayrton Senna nunca foi tão atual. Em 2026, o risco é total.

Dados Técnicos

  • Instituto: Ranking Brasil Inteligência.
  • Registro TSE: BR-06854/2026 e MS-06417/2026.
  • Amostragem: 2.000 entrevistas em 30 municípios de MS (1 a 6 de fevereiro).
  • Confiança: 95% (Margem de erro de 2,2 pontos).

Por Antonio Ueno (Tony) – Cientista político

Fonte: Brasilnews1