Movimento de âmbulâncias no Hospital Regional é intenso - Valdenir Rezende

Correio do Estado

Pedido de mais protagonismo no governo de MS ocorre no dia seguinte ao decreto da prefeitura, que libera comércio em geral

A repercussão negativa entre profissionais da área de saúde e parte da população sobre o decreto assinado pelo prefeito Marcos Trad (PSD), anuncia ao lado de representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (ACICG) uma reunião do conselho responsável pela estratégia de combate do Covid-19 em Mato Grosso do Sul, no fim da tarde desta sexta-feira (31).  

Entre os assuntos que estiveram na fila, o Correio do Estado apurou que há um ofício assinado por várias perguntas, solicitando um maior protagonismo do governo do Estado nas ações de combate ao Covid-19 em Campo Grande, e também uma cobrança para, pelo menos, reverter parte das medidas para decretar prefeito Marcos Trad nesta quinta-feira, que libera todas as atividades comerciais aplicadas não essenciais, e também compras e restaurantes neste sábado e domingo, ao contrário do que ocorreu nos últimos tempos da semana.  

HOSPITAIS LOTADOS

Nesta sexta-feira (31), o Campo Grande está com uma ocupação global de leitos de 90,3%, com praticamente todos os hospitais, públicos e privados, sem limite de capacidade.  

Uma autoridade consultada pelo site sob condição de anonimato, informou que a preocupação é grande, e argumenta que não há aumento de quase 100 leitos em 15 dias, uma cidade já considerada pessoas (suspeitas de Covid-19) morrendo sem atendimento hospitalar.  

A taxa de contágio da cidade é de 1,4, a segunda maior entre as capitais brasileiras (nesta semana, estava atrás de Porto Alegre, que era de 1,6).  

Nesta sexta-feira (31), o Campo Grande teve mais 231 casos confirmados, chegou a 9.881 infecções por coronavírus e registrou mais 9 óbitos.  

Já são 129 fatalidades nesta pandemia na capital, 121 dessas mortes, somente neste mês de julho: no dia 30 de junho, eram causadas.  

REUNIÃO DE EMERGÊNCIA

O Correio do Estado apurou que, por causa das cobranças não somente de autoridades de saúde, mas de autoridades de outros setores da estrutura pública, como Defensoria, Ministério Público e também de setores do governo, pode ser que haja reversão de algumas medidas .  

Nesta sexta-feira, o governo de Mato Grosso do Sul, usando os objetivos da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas / OMS), o braço da Organização Mundial de Saúde nas Américas, classificadas como cidades de Campo Grande, Aquidauana e Miranda com uma cor preta, de risco extremo, em que a disseminação do coronavírus é mantida por meio de um bloqueio. O decreto desta quinta-feira (30), do prefeito Marcos Trad (PSD), foi na contramão da nova recomendação.  

Nesta sexta-feira (30), o prefeito não promove a transmissão ao vivo diária (ao vivo) em suas redes sociais. O Correio do Estado usa contato com todos os representantes de comerciantes, mas todos estavam “reunidos”. 

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