O Brasil e a Nova Zelândia assinaram, na quinta-feira, 5 de março, um arranjo de cooperação no campo da educação. O documento prevê intercâmbio nas seguintes áreas: educação básica, educação superior e educação profissional e tecnológica, além de incluir temas como educação indígena e educação inclusiva.
O arranjo foi assinado pelo secretário-executivo do MEC, Leonardo Barchini, e pelo ministro das Relações Exteriores do país da Oceania, Winston Peters. Barchini agradeceu a cooperação, destacou a relação entre os dois países e enfatizou que o ato bilateral assinado na quinta-feira possibilita avançar no intercâmbio acadêmico. “Para nós, para o Brasil, é muito importante desenvolvermos e promovermos essa cooperação. Esperamos receber muitos neozelandeses em nosso país e também esperamos enviar professores e estudantes brasileiros para a Nova Zelândia.”
O chanceler neozelandês, Winston Peters, agradeceu o convite e destacou que a cooperação com países como o Brasil é essencial. “Discutimos durante nosso encontro o desenvolvimento forte e recíproco na área da educação.” Também afirmou que a maioria dos estudantes da América Latina que estão naquele país são brasileiros e disse que, com o acordo, o intercâmbio acadêmico se fortalecerá e mais pesquisadores neozelandeses virão ao país latino-americano.
O arranjo de cooperação prevê a realização de atividades de cooperação em diferentes níveis de ensino, podendo incluir:
- intercâmbio de professores, pesquisadores, corpo técnico, gestores educacionais, estudantes e especialistas para cursar programas de graduação e/ou pós-graduação ou realizar estágios em instituições de ensino superior;
- intercâmbio de missões de educação, pesquisa ou aperfeiçoamento profissional;
- intercâmbio de estudantes, professores e pesquisadores, seja de longo ou curto prazo, para desenvolver atividades previamente acordadas entre as instituições de ensino superior;
- elaboração e execução conjunta de projetos e programas de pesquisa em áreas a serem definidas oportunamente;
- intercâmbio de informações e de boas práticas em nível de educação profissional e tecnológica; e
- difusão do idioma e da cultura de cada participante no âmbito educacional.
O arranjo de cooperação tem duração de cinco anos e será automaticamente renovado por períodos adicionais de cinco anos.
Durante a cerimônia, as delegações brasileira e neozelandesa compartilharam experiências e trocaram informações sobre as realidades educacionais nos dois países. Foram tratados temas como a restrição ao uso de celulares em salas de aula, financiamento da educação e ações afirmativas, como as cotas para ingresso em universidades públicas.
Participantes – Também participaram da cerimônia pelo MEC o assessor especial para Assuntos Internacionais do MEC, Felipe Heimburger; o diretor de Relações Internacionais da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Rui Oppermann; o diretor de Articulação e Fortalecimento da Educação Profissional e Tecnológica, Sergio Pedini; o coordenador-geral de Internacionalização da Secretaria de Educação Superior (Sesu/MEC), Virgílio Pereira de Almeida.
Pelo MRE, estavam presentes: o secretário de Promoção Comercial, Ciência, Tecnologia, Inovação e Cultura, embaixador Laudemar Gonçalves de Aguiar Neto; e o embaixador do Brasil (designado) na Nova Zelândia, Pedro Murilo Ortega Terra.
Nova Zelândia – A Nova Zelândia é um país com cerca de 5 milhões de habitantes e reconhecido pela qualidade do seu sistema educacional. O país conta com universidades bem-posicionadas em rankings globais, sendo um relevante destino para estudantes internacionais. Também se destaca pelas suas iniciativas de valorização da cultura de seu povo originário, os Māori, incluindo políticas de revitalização linguística.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria-Executiva (SE) e da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI)
Fonte: Ministério da Educação

