Brasil terá maior delegação da história nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina

Crédito da foto: Divulgação

Quatorze atletas representarão o país em cinco modalidades, buscando pódios inéditos na competição

O Brasil chega aos Jogos Olímpicos de Inverno 2026, que serão realizados entre 6 e 22 de fevereiro em Milão e Cortina d’Ampezzo, na região nordeste da Itália, com a maior delegação de sua trajetória na competição. Ao todo, 14 atletas representarão o país em cinco modalidades: esqui alpino, esqui cross-country, snowboard, bobsled e skeleton. O número recorde reflete o fortalecimento técnico e institucional do esporte de inverno brasileiro por meio de investimentos provenientes de incentivos federais.

A manutenção da competitividade brasileira em esportes de neve e gelo, que exigem altos custos devido à necessidade de treinamento no exterior, é sustentada por políticas públicas como o Programa Bolsa Atleta, que se consolidou com um instrumento essencial para a carreira dos esportistas brasileiros que participarão dos Jogos de Inverno 2026.

Segundo dados sistematizados pelo Instituto de Pesquisa Inteligência Esportiva da Universidade Federal do Paraná (IPIE/UFPR), entre 2007 e 2025 o investimento acumulado para o grupo de atletas que competem nesse tipo de torneio totaliza R$ 2 milhões, correspondendo a 70 bolsas concedidas no período analisado.

Desde a estreia nos jogos de Albertville, em 1992, na França, o Brasil tem ampliado sua presença e alcançado resultados expressivos para o contexto sul-americano, como o 9º lugar de Isabel Clark no snowboard cross em Turim, em 2006; o 20º lugar do bobsled 4-man em Pequim, em 2022; e o 13º lugar de Nicole Silveira no skeleton, também em 2022, além de pódios inéditos em etapas de Copas do Mundo em modalidades como skeleton, snowboard e esqui alpino. Esses resultados indicam um processo contínuo de amadurecimento técnico e maior inserção internacional dos atletas brasileiros.

Dados e curiosidades levantados durante a análise realizada pelo Instituto Inteligência Esportiva:

  • O atleta Edson Bindilatti, com 15 bolsas acumuladas, fará história ao participar de sua sexta edição olímpica;
  • O grupo masculino recebeu R$ 1,1 milhão (42 bolsas), enquanto o feminino acumulou R$ 857 mil (24 bolsas);
  • Embora a maior concentração de beneficiários esteja na região Sudeste, com 53 bolsas que representam um aporte de R$ 1,3 milhão, sendo o estado de São Paulo o principal polo, com 43 bolsas, o programa também alcança outras regiões, com sete bolsas no Sul (R$ 495 mil) e cinco bolsas no Acre, na região Norte, somando R$ 160 mil.

A análise das categorias das bolsas concebidas também indica o nível de excelência alcançado pelos atletas contemplados. Ao todo, foram registradas 25 bolsas na categoria Olímpica, 18 na Internacional e 19 na Nacional, além de 4 na categoria Pódio. Essa recorrência do benefício sugere que o Programa Bolsa Atleta funciona não apenas como suporte financeiro, mas como um reconhecimento institucional do desempenho esportivo, permitindo que o Brasil, mesmo não sendo um país com neve, mantenha uma presença contínua e tecnicamente competitiva nos Jogos Olímpicos de Inverno.

Sobre o Evento

Os Jogos de Milão-Cortina 2026 reunirão cerca de 2.900 atletas de 90 países. As competições serão distribuídas por diversas sedes italianas, incluindo Milão, Cortina d’Ampezzo, Bormio, Livigno e Tesero, utilizando instalações de alto padrão para as 16 modalidades em disputa.

Distribuição do Programa Bolsa Atleta nos Jogos Olímpicos de Inverno

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Brasil terá maior delegação da história nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina
Brasil terá maior delegação da história nos Jogos de Inverno de Milão-Cortina

 Fonte Assessoria de Comunicação