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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Campo Grande terá cerveja pela metade do preço e parceria com aplicativos de transporte no ‘Dia Sem Imposto’

A programação para a data em Campo Grande foi revelada nesta terça-feira (21), pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, Adelaido Vila, no “Papo das Seis”, do Bom Dia MS.

21/05/2019 09h43 – G1

Venda de cerveja com 50% de desconto em três bares do centro da cidade e parceria com aplicativos de transporte para levar as pessoas que beberem. Esse é um dos principais atrativos do Dia Livre de Impostos, chamado popularmente de “Dia Sem Imposto”, o dia 30 de maio, em Campo Grande.

O “Dia Sem Imposto” é uma ação de conscientização promovida nacionalmente pelas entidades e empresas de setores como o comércio e os serviços, para demonstrar a toda a sociedade o impacto dos tributos no preço final dos produtos. Por meio de parcerias, produtos e serviços são vendidos sem a cobrança dos impostos.

A programação para a data em Campo Grande foi revelada nesta terça-feira (21), pelo presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) da cidade, Adelaido Vila, no “Papo das Seis”, do Bom Dia MS.

“No Dia 30, nos vamos fazer uma ação na rua José Antonio, com três bares. Eles vão vender a cerveja sem imposto. Vão tirar 100% do imposto do produto. Preocupados com o Maio Amarelo [Movimento para conscientizar condutores sobre a prevenção a acidentes de trânsito] e para que o consumidor não beba sua cerveja e saia dirigindo, nós fizemos também uma parceria com aplicativos de transporte para que eles possam atender todas as pessoas que participarem. Então dia 30, a partir das 17h30, nós teremos três bares da José Antonio vendendo cerveja com 50% de desconto, que é justamente esse o valor que está embutido no imposto”, detalhou.

Além do “Dia Sem Imposto”, Vila falou também da preocupação com falta de vagas para estacionamento no centro da cidade com a conclusão do projeto de revitalização da área, o Reviva Centro.

“A expectativa é muito positiva, que no término da obra o campo-grandense volte para o centro da cidade, porque ele vai ter uma melhor acessibilidade e melhores condições de transitar. Existem ainda algumas situações, que penso eu, a iniciativa privada vai ter de resolver, como a questão do estacionamento. Temos hoje um problema muito sério de estacionamento na área central. Na iniciativa do projeto você pode estacionar um pouco mais longe da área central e ter de caminhar até o grande centro, porque ele estará muito bonito e terá um interesse diferenciado. Mesmo assim me preocupa muito a questão, porque o campo-grandense está muito ligado ao carro”, comentou.

O presidente da CDL revelou ainda que a entidade estuda pedir uma espécie de indenização pelos prejuízos que os comerciantes da área onde estão sendo realizadas as obras do Reviva Centro estão sofrendo com os trabalhos.

“A postura da CDL é de levar todas as demandas para a prefeitura e discutir com ela. Mesmo assim estamos discutindo a questão dos impactos que foram sofridos, no sentido de conseguirmos uma espécie de indenização. […]Existe uma previsão, por conta do impacto. Muitas lojas aí tiveram que ser fechadas por conta das obras. Seja por poeira ou pela incapacidade do consumidor circular. Teve um impacto muito significativo. E nós estamos estudando, porque quando um banco internacional faz um empréstimo [o do empreendimento é do Banco Interamericano de Desenvolvimento – BID] ele tem de avaliar também o impacto humano dessa obra”.

Vila também criticou o fato das obras de revitalização de outra importante via da cidade, a avenida Bandeirantes, que vão transformá-la em corredor de transporte coletivo, estarem sendo executadas sem que moradores e comerciantes da região fossem ouvidos pelo Poder Público.

“A preocupação é grande com a avenida Bandeirantes. […] Não se pensou que nós tínhamos uma avenida como ela. Nós temos uma avenida com mutias garagens. Temos mais de 712 CNPJs [Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica] ali, que serão prejudicados e impactados com as obras que ocorrerão. Muitas pessoas podem pensar que envolvem apenas o asfalto, a capa asfáltica, mas teremos um corredor de ônibus que vai tirar 341 vagas do lado esquerdo da via. Muitas mudanças ocorrerão e isso nos preocupa demais. […] A expectativa é de prejuízo por conta das vagas que serão retiradas e estamos falando de uma avenida 100% comercial. Outra forma de se fazer poderia ter sido escolhida se tivessem conversado com as pessoas que estão ali. […] Esse projeto é de 2013 e em 2013 ninguém foi ouvido. Não foi conversado nem com os comerciantes e nem com os moradores e está sendo executado agora”, concluiu.

Veja abaixo a entrevista com o presidente da CDL:

https://globoplay.globo.com/v/7630612/

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande é o entrevistado do Papo das 6

Presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Campo Grande, Adelaido Vila, no “Papo das Seis”, do Bom Dia MS. — Foto: Átilla Eugenio/TV Morena