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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Campo-grandenses organizam “abraço cívico” contra saída de promotor do Gaeco

27/12/2015 06h50

Marcos Alex foi demitido por insubordinação e ofensas ao procurador-geral

Correio do Estado

O afastamento do promotor Marcos Alex Vera de Oliveira do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) gerou revolta em alguns moradores de Campo Grande, que organizam um ato simbólico em protesto contra a saída do promotor. Um abraço cívico na sede do Gaeco será realizado neste domingo (27).

De acordo com a página oficial do evento, os organizadores afirmam que o promotor está sendo “coagido pela facção que reina em MS” e o protesto é uma forma de exigir Justiça e tentar impedir o afastamento de Marcos Alex, responsável pelas investigações que apontaram golpe dos vereadores para cassação do prefeito Alcides Bernal (PP).

O abraço simbólico será realizado Às 10h, na sede do Gaeco, na Rua Rio Doce, Parque dos Poderes. Na página oficial do evento, 139 pessoas confirmaram presença.

O Ministério Público Estadual (MPE) deve se manifestar sobre o caso na segunda-feira (28), data em que foi agendada uma coletiva para esclarecer fatos relacionados ao caso.

O CASO

O MPE considerou fajuto, inconsistente e irresponsável o relatório final do Gaeco, elaborado por Marcos Alex, sobre a suspeita de que vereadores e empresários se uniram para cassar o mandato do prefeito Alcides Bernal.

O promotor teria sido repreendido pelo procurador-geral de Justiça, Humberto Brites, por agir de forma “irresponsável” e respondeu o chefe com um xingamento. Por causa das ofensas e insubordinação, Marcos Alex será demitido da coordenação-geral do Gaeco e poderá ficar encostado em uma promotoria.

O procurador-geral de Justiça pediu para sua equipe de promotores-assessores refazer o relatório com realização de novas diligências, porque as investigações feitas pelo Gaeco foram consideradas frágeis. E nesta nova fase, Marcos Alex está proibido de participar do relatório.

No meio jurídico, a atitude do promotor de Justiça foi avaliado como “inconsequente” e “desgastante” para o Ministério Público.

Nos meios jurídicos o que se fala é que a investigação do Gaeco foi preguiçosa, pois muito ainda precisa ser apurado. Além disso, no entendimento de outros advogados, o que o Gaeco conseguiu, até agora, daria margem, quando muito, ao prosseguimento da investigação.

Ato será em apoio ao promotor Marcos Alex (Foto: Valdenir Rezende / Arquivo / Correio do Estad)