Estima-se que 70 mil postos de trabalho deixaram de ser criados com o cancelamento das festividades

Como consequência da pandemia decretada em março de 2020, o carnaval que aconteceria quase um ano depois do início da crise causada pelo coronavírus, foi cancelado em 2021. Além da perda das festividades tradicionais, o cancelamento do carnaval gerou também um grande impacto na economia brasileira.

Com a suspensão das comemorações, a Confederação Nacional do Comércio (CNC) estima que os setores de turismo, hotelaria e comércio no geral deixaram de movimentar cerca de R$ 8,1 bilhões. 

O valor é estimado a partir da comparação com o período de carnaval de 2020, no qual, apenas em São Paulo, foram movimentados R$ 2,75 bilhões. A capital paulista, que concentra o maior carnaval de rua do país, atraiu cerca de 15 milhões de pessoas. Já no Rio de Janeiro, as festas de carnaval movimentaram R$ 4 bilhões e a capital fluminense levaram a cerca de 93% da capacidade hoteleira ocupada.

Não apenas os setores mencionados, mas também toda a cadeia produtiva que organiza uma das maiores festas culturais do Brasil foi prejudicada. 

“Não seria possível conduzir as festas de carnaval como acontecia em anos anteriores durante a pandemia, tanto por conta do risco de contaminação quanto pela impossibilidade de promover o distanciamento adequado durante as comemorações”, comenta Thomas Carlsen, COO e co-fundador da mywork, startup especializada em controle de ponto online para pequenas e médias empresas.

“Mas é claro que o setor de turismo, comércio e serviços enfrentaram prejuízos, afinal, o carnaval movimenta uma grande parcela dos lucros dessas categorias”, diz o executivo.

A CNC também estima que aproximadamente 25 mil empregos formais em modalidade temporária e outros 45 mil postos de trabalho informais deixaram de ser criados durante o período de carnaval em 2021.

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