16/07/2015 16h30
Os empresários chineses, segundo o sindicato, trabalham mais com bijuterias e brinquedos.
Douradosnews
Empresários chineses estão se instalando no comércio de Campo Grande e apesar de abrirem novas oportunidades de trabalho, principalmente para os jovens, essas empresas têm sido motivo de denúncias e reclamações pelo não cumprimento de acordos trabalhistas. A informação é da diretoria do SECCG (Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Grande), que já recebeu várias denúncias nos últimos meses.
De acordo com o sindicato, diante de cada denúncia, a direção da entidade vai até a loja do empresário chinês para conversar e explicar a legislação que estaria sendo descumprida, quer prevista na CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) ou na Convenção Coletiva de Trabalho – CCT, firmada anualmente entre as entidades laboral e patronal.
“Caso não conseguimos contornar o problema, conversando pessoalmente com o empresário, só então procuramos os órgãos competentes para ajudar a resolver a questão. Ou seja, a Superintendência Regional do Trabalho – SRTE/MTE e/ou Ministério Público do Trabalho”, afirma Idelmar da Mota Lima, presidente do SECCG e coordenador da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul.
Os empresários chineses, segundo o sindicato, trabalham mais com bijuterias e brinquedos. Suas lojas estão concentradas principalmente na área central de Campo Grande. E como são estrangeiros, ignoram direitos trabalhistas como limite de horas extras; trabalho semanal com direito a uma folga depois de seis dias trabalhados; acréscimo financeiro das horas extras; pagamento de piso salarial e não apenas o salário mínimo para a categoria e desvio de função e outros direitos dos empregados, entre outros benefícios conquistados ao longo de anos de luta sindical e previstos na CCT.
A direção sindical informou também que os problemas que empresários chineses estão causando, normalmente têm sido resolvidos com a visita de diretores do sindicato na empresa. “Até agora, não precisamos entrar com nenhuma ação na justiça contra esses empresários”, afirmou o sindicalista.

