22/11/2015 06h10
Essa será a terceira e última votação do ano para definir o próximo mandatário argentino.
ANSA
O primeiro segundo turno da história política da Argentina acontece neste domingo, dia 22, quando mais de 32 milhões de cidadãos serão convocados às urnas para eleger o sucessor de Cristina Kirchner na Casa Rosada.
Disputam a Presidência o governista Daniel Scioli, da Frente para a Vitória, e o oposicionista conservador Mauricio Macri, da aliança Mudemos. Essa será a terceira e última votação do ano para definir o próximo mandatário argentino.
Nas primárias abertas, simultâneas e obrigatórias (Paso) de agosto, Scioli obteve 38,41% dos votos, contra 30,07% do seu rival. No entanto, no primeiro turno, em 25 de outubro, o governador da província de Buenos Aires alcançou 37,08% e viu Macri, com 34,33%, se aproximar.
A escassa diferença entre ambos projetou o oposicionista, hoje prefeito da capital da Argentina, como favorito, segundo a maioria das pesquisas. Essas sondagens mostram que Macri pode ficar com grande parte dos votos obtidos pelo peronista dissidente Sergio Massa, que terminou em terceiro no pleito de 25 de outubro, com 21%.
Além disso, o prefeito também se aproveitou do efeito positivo da vitória de sua aliada María Eugenia Vidal na disputa pela província de Buenos Aires, que sairá das mãos do peronismo pela primeira vez desde 1987. O estado concentra 37,01% do eleitorado argentino e, na história política do país, foi sempre essencial para garantir a estabilidade na Casa Rosada.
As urnas ficarão abertas até as 19h (horário de Brasília), e os primeiros números oficiais devem sair cerca de 1h30 mais tarde.
A tendência definitiva deve surgir a partir das 23h. Essa será a primeira vez que o país realiza um segundo turno em eleições presidenciais. Em 2003, também deveria ter ocorrido, mas o ex-mandatário Carlos Menem desistiu de competir com Néstor Kirchner, que acabou eleito.


