Ministra da Agricultura, enquanto deputada, propôs pasto para animais em reserva legal.

Ainda deputada federal por Mato Grosso do Sul, em 2016, a hoje ministra Tereza Cristina (Agricultura), com apoio da FPA (Frente Parlamentar Agropecuária), propôs a criação de uma lei que autorizaria o apascentamento, isto é, a alimentação de animais em áreas tidas como reserva legal. 

Na semana que passou, contudo, cinco anos depois, a ideia da ministra foi reprovada pela Comissão do Meio Ambiente da Câmara dos Deputados.

A proposta que possibilitaria a pastagem de gado em área de reserva legal foi barrada por nove votos a sete, resultado tido como surpreso, já que os ambientalistas venceram os ruralistas, uma raridade no colegiado.

À época da apresentação do projeto, o argumento da então parlamentar era a de que o bloqueio às áreas de reserva legal como pastagens crescem muito e como árvores e arbustos envelhecem e viram “peças de fácil combustão”, pela ação de raios, com conseqüentes queimadas .

“Para reduzir suas consequências, uma proposta autoriza o apascentamento de animais em área de reserva legal para produzir preservação ambiental e permitir a ampliação de renda para o produtor rural”, sustentava Tereza Cristina.

O inesperado resultado foi festejado pelo titular da Comissão de Meio Ambiente, o deputado Ricardo Izar, do PP de São Paulo: “foi a nossa primeira vitória contra os ruralistas e o governo nesta comissão”.

Fonte: Correio do Estado

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