30/08/2014 17h50
Prefeito Ludimar Novais e o secretário André Cardinal conversam com a comunidade indígena
Divulgação (TP)
Na última quarta feira, 27 de agosto, o prefeito Ludimar Novais (PPS), juntamente com o secretario de Agricultura e Abastecimento, André Cardinal; a secretária de Assistência Social, Ádria Eubank; secretário de Comunicação, Ricardo Zacarias; e a supervisora da região de fronteira Senar/MS, Veronica Griglielmi, estiveram na Aldeia Lima Campo prestigiando a fase final do curso oferecido pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizado Rural (Senar), o qual ofereceu pela primeira vez na história o curso de viveiricultor à comunidade indígena.
O curso que já está em fase final é de Viveiricultor, com duração de nove semanas e uma carga horária de 160 horas, para duas turmas de 30 alunos cada, onde a comunidade indígena irá aprender a identificar espécies florestais, empreender no campo, segurança no trabalho, cuidados e escolha do viveiro, semeadura, seleção e expedição.
O prefeito destacou a importância do aprendizado no campo, e principalmente a produção de alimentos para subsistência e para comercialização “a comunidade indígena já tem o principal, que é a terra, tem a mão de obra que são vocês mesmos, agora precisam colocar em prática tudo o que aprenderam para a produção de alimentos para o consumo e para a venda, o Governo Municipal por lei deve comprar 30% de toda sua necessidade através do banco de alimentos dos assentados, e não vejo problemas em também comprar a produção da aldeia”, disse Ludimar.
O secretário municipal de Agricultura e Abastecimento, André Cardinal, manifestou que irá provocar uma reunião do Governo Municipal com representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai), com a Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) e com o Senar e Pronatec, com o propósito de buscar o apoio necessário para realizar um trabalho em conjunto e dar mais condições de educação e trabalho para os índios. “Temos que dar continuidade no que aprenderam e produzir, vamos buscar o apoio para que os técnicos possam vir constantemente e dar assistência na instrução da produção no viveiro”, concluiu.
A supervisora do Senar, Verônica Griglielmi, disse que os indígenas já estão aguardando a liberação do próximo curso, destacando o apoio que vem recebendo do Governo Municipal através da Secretaria de Agricultura. “Já triplicamos o número de cursos em Ponta Porã, e nossos instrutores são dedicados e preparados para transmitir o conhecimento, vamos trazer muito mais cursos”.
O indígena Carlos, de 40 anos, que ajudou na construção do local onde está sendo ministradas as aulas, ressaltou “o governo entra com uma parte e nós temos que fazer a nossa, freqüentando as aulas, despertar nossa inteligência e precisamos produzir para nossa própria alimentação e também para vender, agradeço ao prefeito Ludimar por essa iniciativa, precisamos ser lembrados, mas não como incapazes, e sim como pessoas normais que querem aprender e usar nossa terra para produção, queremos caminhar com nossas próprias pernas, fico admirado com a simplicidade do prefeito que por primeira vez na historia da aldeia recebemos uma autoridade preocupado com nossa comunidade”, concluiu.
Já a indígena Sivelia, de 32 anos, manifestou que sempre teve o sonho de estudar. “Já queremos começar o próximo curso que será de horticultor orgânico, nossa faculdade é a terra onde temos que produzir, nunca vimos o pessoal da prefeitura por aqui, é a primeira vez”, disse bastante emocionada. Estiveram também presentes o professor do Senar, Wilson Pereira da Silva, e os técnicos do Pronatec, Carlos Eduardo Greff, Elen Melgarejo e Keity Nogueira.

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