No Bairro Bosque Carandá I, protetora de animais mantém mais de 20 gatos, 16 cães e sobrevive de doações.

Até onde você iria para salvar uma vida de 4 patas que não é de sua responsabilidade? É na simplicidade e amor pela causa animal, que a diarista doméstica Maria Penajo Gotiff, ao lado da filha Ana Clara (14), moradoras do Bosque Carandá I em Ponta Porã, não medem esforços para ajudar os animais em situação de rua.


Elas mantêm em sua residência cerca de 30 gatos e mais de 10 cachorros, sendo a maioria deles vítimas do abandono e descaso com a causa animal no município. Batizado de “Lar dos Petcat” https://www.facebook.com/Lar-Dos-PetCat-105239921855133, possui uma página no Facebook com 222 curtidas, onde presta contas diariamente dos animais resgatados que precisam de acompanhamento veterinário.


Em um dos relatos disponíveis na página, Maria conta que recentemente precisou recorrer a empréstimos com um agiota e até mesmo ficar devendo uma quantia nas inúmeras clínicas veterinárias por onde passa. O valor das despesas é sempre arcado com doações via Pix na chave 67999915538 e ajudas comunitárias.


“Eu não peço ajuda para mim, eu peço ajuda para esses animais que precisam da nossa ajuda, eu não tenho como virar as costas para esses bichinhos…só quem ama vai entender! […] se me chamar de madrugada para um resgate, eu vou!”, disse ela em um dos depoimentos disponíveis em sua página e escritos de forma humilde e sincera.


Qualquer tipo de doação é bem-vinda, seja ela ração, remédios e transferências bancárias. Uma rifa de um short feminino doado por uma loja de lingerie da fronteira, está sendo feita para arcar com as despesas veterinárias de um cãozinho apelidado por ela de “Guerreiro”, resgatado de um atropelamento no último dia 7 de setembro e que veio a falecer nesse final semana.


A protetora dos animais encontra-se no momento sem celular, seu principal instrumento de trabalho. O que dificulta suas ações, contudo o contato direto de quem quiser ajudar, pode ser feito pelo facebook do Lar Dos PetCat.


Por: Wagner Júnior

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