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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Crise hídrica: estamos trabalhando para ter o menor impacto sobre agricultura, diz ministra

Falta de chuvas acende alerta para risco de racionamento de energia em todo país.

A crise hídrica que atinge o setor elétrico nos últimos meses tem causado preocupação, devido ao baixo volume de chuva. De acordo com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, os ministérios estão trabalhando com planejamento para conter os impactos.  

“A crise hídrica existe, mas estamos trabalhando junto com o ministérios com planejamento para que se tenha o menor impacto sobre a agricultura, principalmente a agricultura irrigada que é um dos pilares do Ministério da Agricultura”, apontou. 

Após 20 anos do último racionamento de energia no Brasil, o assunto voltou a preocupar em razão da pior crise hidrológica do País nos últimos 91 anos. 

Na semana passada, o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu alerta de escassez de chuvas na região da Bacia do Paraná, incluindo Mato Grosso do Sul, de junho a setembro. Esse é o pior alerta em 111 anos de serviços meteorológicos no Brasil.

Mesmo com a crescente participação de outras fontes energéticas, como a eólica e a solar, o Brasil ainda é dependente das chuvas para a geração de energia.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), as chuvas registradas de setembro passado até maio deste ano representam escassez histórica. Contudo, apesar do cenário delicado, o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, diz que não há risco de racionamento.

“Todos os nossos modelos, nossos acompanhamentos indicam que não há risco de racionamento, de apagão, no ano de 2021”, disse em entrevista publicada pelo jornal “O Globo” na segunda-feira (31).

Já caracterizado pela baixa umidade, o inverno de 2021 chega com perspectivas de seca severa, especialmente no Sudeste e Centro-Oeste, onde ficam os principais reservatórios de armazenamento do Sistema Integrado Nacional (SIN).