Startups e empresas da área de saúde avançada e indústria 4.0 podem se inscrever nos editais de incubação, pré-incubação e residência lançados pelo CTI Renato Archer. A unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) mantém em Campinas (SP) o CTI-TEC, um parque tecnológico voltado a ampliar a cooperação com setor produtivo em iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I).
Os editais estão disponíveis no site da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa do Agronegócio (Fundepag), instituição gestora do parque, e estão abertos de forma contínua. Os documentos também detalham as fases do processo seletivo e critérios de avaliação.
Incubação e pré-incubação
O público-alvo dos editais de incubação e pré-incubação são as chamadas deep techs, empresas de base tecnológica inovadora, focadas na solução de problemas por meio de pesquisa de ponta e alta complexidade.
A coordenadora substituta do CTI-TEC, Natália Sanches, explica que a incubação é destinada a empresas que demandam infraestrutura laboratorial e permite a montagem de laboratório próprio nas áreas disponibilizadas. Já a pré-incubação é voltada a empresas em estágio inicial e prioriza o uso de baias de escritório em área compartilhada. Ambas as modalidades oferecem suporte especializado, mentorias e acompanhamento.
“O foco principal do edital é a aceleração técnica, oferecendo suporte especializado para a superação de desafios ou gargalos tecnológicos que impactem o desenvolvimento da solução, a validação de mercado e a evolução do nível de prontidão tecnológica [TRL]. O projeto disponibiliza apoio técnico do CTI Renato Archer, acesso a laboratórios abertos multiusuários, infraestrutura de pesquisa, mentorias e acompanhamento sistemático do desempenho tecnológico”, explica.
Residência
O chamamento de residência empresarial tem foco na ocupação de espaços físicos em um dos prédios do CTI-Tec e uma oportunidade de inserção das empresas em um ambiente de inovação colaborativo. “O edital oferece módulos tecnológicos privativos, posições em coworking e acesso a uma infraestrutura moderna composta por salas de reunião, laboratório de inovação aberta, estúdio de gravação, áreas comuns de convivência, internet, vigilância e estacionamento”, detalha Natália.
Exemplo
A BrainyAI é uma deep tech que atua na área de neurotecnologia e inteligência artificial. A empresa foi escolhida no edital de pré-incubação de 2025. O fundador da startup, Albert Lehi, afirma que a companhia tem como objetivo aperfeiçoar os exames de eletroencefalograma (EEG).
“A ideia surgiu porque eu via que muita gente esbarra em qualidade de sinal, ruído e falta de consistência nas sessões. A partir disso eu comecei a estudar, conversar com pessoas da área e ir montando a solução aos poucos, testando e ajustando até chegar no formato atual.”
Segundo o fundador, a pré incubação o ajudou a organizar melhor o projeto e clarear os próximos passos. Os principais benefícios, segundo ele, são as mentorias, conexões com pessoas do ecossistema, e apoio para estruturar a startup.
CTI Renato Archer
O Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer é uma unidade de pesquisa do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Desde 1982 atua em parceria com agentes do setor privado, da academia e do governo.
As ações de pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico do CTI Renato Archer são desenvolvidas com foco em quatro principais eixos temáticos: Indústria 4.0, Saúde Avançada, Tecnologias Habilitadoras e Governo Digital.
Esse modelo de atuação estimula a integração das competências técnicas internas, e de parceiros, para a finalidade principal de contribuir com o avanço da capacidade produtiva do País e da melhoria das condições para a promoção de inovações de interesse da sociedade.

