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domingo, 18 de outubro, 2026

Cunha diz que não deve dar prosseguimento a pedidos de impeachment

17/03/2015 08h30

“Dilma foi eleita numa eleição legítima”, lembrou Cunha, afirmando que qualquer ação pelo impeachment “beira o ilegal e o inconstitucional”.

Agência Câmara

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, disse nesta segunda-feira (16), que ainda não leu os pedidos de impeachment da presidente da República, Dilma Rousseff, protocolados na Casa e, portanto, não pode emitir juízo de valor sobre o assunto. De qualquer forma, afirmou que não deve dar prosseguimento às ações.

“Dilma foi eleita numa eleição legítima”, lembrou Cunha, afirmando que qualquer ação pelo impeachment “beira o ilegal e o inconstitucional”.

Ele disse até entender que as pessoas “tenham se arrependido” de votar pela reeleição da presidente da República, mas que o caminho para resolver isso não é o impeachment.

De 2012 para cá, já foram apresentados à Câmara 19 pedidos de impeachment, sendo 3 em 2015. Desses três, apenas um foi apresentado por parlamentar, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Os outros foram apresentados por cidadãos; somente um deles já foi arquivado.

Pacto federativo

Eduardo Cunha falou numa reunião com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Ele anunciou que nesta terça-feira (17) será instalada a comissão especial que discutirá o pacto federativo. “Esse é o caminho para analisar entre os entes federados e também discutir a reforma tributária. Tanto os estados como os municípios estão sobrecarregados de atribuições e não têm como se financiar”.

O presidente da Câmara afirmou que “o País vive uma crise política e econômica” e que “deve haver um espaço conjunto para encontrar soluções a médio e longo prazo que permitam a retomada do crescimento econômico”.

Eduardo Cunha disse o caminho não é o impeachment (Foto: J. Batista/Câmara dos Deputados)