Custodiados do Instituto Penal de Campo Grande (IPCG)  estão sendo capacitados no curso de Higiene e Manipulação de Alimentos, uma exigência para quem atua no ramo de alimentação. A qualificação é uma oportunidade dos reeducandos saírem na frente na disputa por uma vaga no mercado de trabalho quando conquistarem a liberdade.

Oferecida pela Fundação Social do Trabalho de Campo Grande (Funsat), a capacitação teve início nessa segunda-feira (29) e é resultado de parceria com a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen), por meio de sua Diretoria de Assistência Penitenciária (DAP).

Ao todo, 10 internos que trabalham na cozinha do IPCG foram selecionados para a participarem das aulas teóricas e práticas que, entre outros assuntos, abordam como prevenir a contaminação dos alimentos, procedimentos adequados na conservação e utilização de recursos naturais, e a evitar desperdícios, visando também zerar riscos sanitários. A carga horária é de 10 horas.

Curso de Higiene e Manipulação de Alimentos é ofertado a internos do IPCGPresente na abertura do curso, o diretor-presidente da Agepen, Aud de Oliveira Chaves, reforçou o impacto positivo que as qualificações profissionais têm no processo de ressocialização. “A nossa busca é devolvermos pessoas melhores para a sociedade, e temos vários exemplos de pessoas que realmente mudaram de vida, estão trabalhando, após terem acesso a cursos de qualificação dentro das nossas unidades prisionais”, destacou.

O diretor-presidente enfatizou, ainda, o trabalho dos servidores de carreira na busca constante por ações e projetos que contribuam na reinserção social dos apenados. “Dedicação que tem feito de Mato Grosso do Sul referência nacional, contribuindo ainda mais para a ressocialização e diminuição da reincidência criminal”, ressaltou.

Segundo a instrutora do curso, Bárbara Cristina Melo da Silva, a qualificação é uma diferenciação na hora de disputar uma vaga de trabalho na área de alimentos. “Ajuda a abrir as portas neste segmento”, afirmou.

Willian Diego, 33 anos, é um dos participantes e garante que a capacitação é uma forma de melhorar a sua atuação na cozinha do presídio, serviço que iniciou recentemente na unidade prisional.  “É uma experiência a mais, que poderá abrir muitas portas”, disse.

De acordo com a diretora da Escola de Educação Profissional da Funsat, Mônica Leal Mendes, o curso faz parte da capacitação oferecida para a população em geral e é uma exigência Federal, com autonomia municipal.

Também estiveram presentes na abertura do curso a chefe da Divisão de Assistência Educacional, Rita de Cássia Argolo Fonseca e a chefe da Divisão de Trabalho Prisional, Elaine Cecci; além de servidores penitenciários e convidados da Funsat.

Keila Oliveira, Agepen

Fotos: Denilson Secreta/ Funsat

Fonte: Governo MS

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