A defesa do empresário Marcos Tagliaferro solicitou um desagravo à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e apresentou acusações contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo os advogados, a decisão de decretar a prisão preventiva de Tagliaferro e a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) foram indevidamente utilizadas em um pedido de extradição do empresário para a Itália.
A representação formalizada pela defesa alega que as ações tomadas por Moraes configuram uma violação das prerrogativas profissionais dos advogados. A estratégia, conforme sustentado pela defesa, teria visado pressionar as autoridades italianas a procederem com a extradição de Tagliaferro, utilizando para tal fins decisões judiciais e manifestações de órgãos de controle brasileiros.
O caso ganha contornos de gravidade ao sugerir que decisões judiciais e manifestações institucionais estariam sendo instrumentalizadas para fins de cooperação internacional em um processo de extradição. A defesa de Tagliaferro busca, com o pedido de desagravo, o reconhecimento formal por parte da OAB de que as suas prerrogativas foram desrespeitadas, o que poderia ter implicações significativas no andamento do processo de extradição e nas relações institucionais entre os órgãos envolvidos.

