Defesa e órgãos de governo acumulam 9 mil ações na faixa de fronteira

Brasília (DF), 9/2/2025 – As Forças Armadas realizam, de forma contínua, ações preventivas e repressivas contra ilícitos na Faixa de Fronteira, incluindo áreas terrestres, águas interiores e costa marítima. Em 2023, a Marinha, o Exército e a Aeronáutica intensificaram o combate ao garimpo ilegal e a assistência às comunidades do Território Indígena Yanomami (TIY), onde vivem cerca de 27 mil indígenas entre Roraima e Amazonas.

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Em janeiro daquele ano, o Decreto nº 11.405/2023 trouxe medidas para combater a emergência em saúde pública e a expansão acelerada da atividade garimpeira na região. Pela norma, o Ministério da Defesa ficou responsável por ações de patrulhamento aéreo, fluvial e terrestre; revistas de pessoas, veículos, embarcações e aeronaves; prisões em flagrante; e apoio à neutralização de equipamentos utilizados na atividade ilegal. Foram mobilizados quase mil militares ao longo de quatro meses, em parceria com órgãos de segurança pública e equipes de fiscalização.

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De junho a novembro de 2023, as ações passaram a integrar a Operação Ágata Fronteira Norte, que empregou cerca de 1,2 mil militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

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Resultados da atuação integrada

Desde abril de 2024, sob coordenação da Casa de Governo de Roraima, as Forças Armadas atuam na Operação Catrimani II, com participação de diversos órgãos federais e estaduais, que já contabiliza 9.268 mil operações de segurança, 49.896 abordagens e 328 prisões.
Foram inutilizados ou apreendidos cerca de 5,8 mil equipamentos empregados pelos garimpeiros, entre pistas clandestinas, aeronaves, embarcações, acampamentos, maquinários, antenas e armamentos. As equipes também apreenderam 235 kg de mercúrio, metal tóxico usado na extração de ouro, e destruíram 312 mil litros de óleo diesel utilizados na logística da mineração ilegal. O impacto econômico estimado sobre as organizações criminosas chega a R$ 649,4 milhões.

Operação Catrimani I

Entre janeiro e março de 2024, a primeira fase foi concentrada no atendimento humanitário a 236 comunidades da TIY, garantindo transporte de cargas e combustível, evacuações aeromédicas e apoio operacional às Polícias Federal e Civil de Roraima. As equipes percorreram 680 mil quilômetros em 2,4 mil horas de voo, distância equivalente a 17 voltas ao redor da Terra, para entregar 15 mil cestas de alimentos, totalizando 330 toneladas.

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Por Rafael Paixão
Fotos: Divulgação

Assessoria Especial de Comunicação Social (Ascom)
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Fonte: Ministério da Defesa