30/03/2018 08h10
Principais expoentes do partido falam apenas no processo de refundação a partir de adesões de políticos que não deram certo no PSB.
Conjuntura Online
A cúpula do DEM em Mato Grosso do Sul deu início na quarta-feira (28), em Campo Grande, ao que chama de processo de ‘refundação da legenda’; anunciou o retorno do ex-prefeito Murilo Zauith, egresso do PSB, mas não definiu um cenário para a disputa aos cargos majoritários e proporcionais em outubro.
Na prática, os principais expoentes do partido deram ênfase apenas em mudanças estruturais a partir de adesões de políticos que não deram certo no PSB do saudoso Miguel Arraes, fundador do partido socialistas, e da extinção de todos diretórios municipais.
“Nossa Convenção Estadual dissolveu todos os diretórios estaduais e municipais, de forma que as executivas estaduais e municipais estão todas provisórias”, ressaltou. “Posto isto, o Murilo não chega para assumir o comando, mas sim para fazer parte de um colegiado onde todas as decisões inerentes ao Democratas serão tomadas em conjunto, ouvindo todas as partes e pensando no partido”, comentou o deputado federal Luiz Henrique Mandetta, em entrevista especial do jornalista Marcos Santos para o jornal Diário MS.
A expectativa na classe política douradense, no entanto, é que após o período de transformação partidária o grupo defina eventual candidatura de Murilo ao Senado ou ao governo do Estado. O grupo também costura eventual aliança com o PSDB do governador Reinaldo Azambuja e o MDB do ex-governador André Puccinelli.
A grande frustração dos douradenses é que o segundo maior colégio eleitoral do Estado sempre é lembrado como coadjuvante nos processos eleitorais, abrindo mão para as velhas raposas políticas com base fincada na Capital
Não foi à toa que após sucessivas discussões e articulações de bastidores que a classe política douradense foi obrigada a se contentar com o cargo de vice. Foi assim com o então deputado federal George Takimoto, o ex-prefeito Braz Melo e o próprio Murilo.
Em 1982, a cidade teve a chance de eleger um governador pela primeira vez, mas o então deputado federal constituinte José Elias Moreira, saiu derrotado à época para Wilson Martins.
Um dos desafios de Murilo será preparar o partido em Mato Grosso do Sul para fortalecer a pré-candidatura do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) à Presidência da República, além de segurar o deputado estadual Zé Teixeira, que já demonstrou descontentamento com o grupo político, segundo a reportagem.
Outra missão do ex-prefeito será convencer o deputado Barbosinha (ex-PSB), seu antigo aliado político, a se filiar no DEM.


