Célio Studart lembrou que esta é uma promessa de campanha de Bolsonaro reiterada em julho de 2019
O deputado federal Célio Studart (PV-CE) voltou a cobrar do governo federal a criação da Secretaria de Proteção Animal, conforme prometido pelo então candidato Jair Bolsonaro na campanha eleitoral e reiterado pelo já presidente da República em julho de 2019. Até agora o órgão não saiu do papel. Nesta sexta-feira (12) o parlamentar encaminhou uma Indicação ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, a respeito do assunto. No documento, Célio alerta que, desde o surgimento dos primeiros casos de COVID-19 no Brasil, aumentaram em larga escala os índices de abandono e maus-tratos a animais pelo país. “O medo, ocasionado em especial pela distribuição de notícias falsas, fez com que milhares de animais fossem largados à própria sorte nos centros urbanos, quando não mutilados, maltratados ou até assassinados por seus tutores”, afirma o deputado. Ou seja, a pandemia intensificou um problema que já era alarmante em todo o país, diz Célio. COBRANÇAS ANTERIORES
No ano passado, em duas audiências públicas na Comissão de Meio Ambiente, o deputado questionou o ministro sobre este assunto. Na primeira, em 10 de abril, Ricardo Salles descartou a instituição do órgão, alegando que a diretriz do governo era “enxugar a máquina”. Em outubro, o ministro deu uma resposta vaga e disse que a secretaria seria criada se fosse uma decisão do presidente da República. No entanto, em julho daquele ano Jair Bolsonaro não manifestou somente uma vontade, mas sim reiterou a promessa de campanha por meio do Twitter. Em mensagem postada no dia 29 (ver imagem), o presidente escreveu que no mês seguinte criaria a Secretaria dos Animais “para atender a esses que nos são tão caros”. No entanto, descumpriu sua palavra. Às vésperas do segundo turno da eleição presidencial de 2018, Bolsonaro disse, em entrevista a uma rádio paraibana (áudio anexo) que se fosse eleito instituiria uma secretaria específica para tratar dos direitos dos animais. No entanto, aqueles que o presidente disse aos radialistas da emissora nordestina “merecerem respeito” ainda não encontram o espaço prometido no governo federal.

