07/05/2014 09h40
“É inacreditável como as pessoas acreditam em qualquer coisa”, diz especialista
Caaraponews
Prevendo que a internet terá papel central na campanha eleitoral deste ano, os candidatos terão como desafio driblar os factóides e mentiras divulgadas na rede, analisa o colunista político e especialista em gerenciamento de crises, Carlos Brickmann. O problema, acrescenta ele, é que os profissionais da área ainda não descobriram como lidar com as notícias falsas porque o eleitor não consegue filtrar as informações a que têm acesso.
“O eleitor leva a sério o que está no Facebook, nas correntes de e-mail. Nesse ponto, a internet é um monstro sem controle para o candidato”, diz Brickmann, que está em Campo Grande para ministrar palestra voltada para jornalistas. “Minimizar danos da internet é diabólico e, até agora, não conheço alguém que o tenha feito com sucesso. Uma notícia errada, em questão de minutos já está reproduzida do Oiapoque ao Chuí”, diz.
Entre os muitos casos, Brickmann cita o e-mail que conta a operação em que o filho do ex-presidente Lula, o “Lulinha”, teria comprado a Fazenda Fortaleza, em Valparaíso (SP), por R$ 47 milhões. Ou os R$ 2 mil de “auxílio-prostituta”, que teria sido aprovado no Senado para garotas de programa pudessem investir em cursos de inglês ou manicure para receber turistas durante a Copa.
“É inacreditável como as pessoas acreditam em qualquer coisa. Você escreve em qualquer besteira e as pessoas compram”, comenta sobre os episódios.

