De pontos de encontro a recursos de localização, planejamento ajuda famílias a prevenir imprevistos e dar mais liberdade aos pequenos com segurança
Passeios, parques, shoppings, viagens e visitas a familiares fazem parte da programação de muitas famílias durante o Dia das Crianças. Em meio a uma rotina com mais deslocamentos e ambientes diferentes do habitual, surge também o desafio de encontrar um equilíbrio entre proteger os pequenos e permitir que eles desenvolvam, gradualmente, mais autonomia.
A preocupação não é sem motivo. Em 2025, 2.293 crianças de até 11 anos foram registradas como desaparecidas no Brasil, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Para reduzir riscos, o órgão recomenda medidas preventivas, como manter os pequenos por perto em locais movimentados, estabelecer pontos de encontro e utilizar formas de identificação que possam facilitar a localização em caso de desencontro.
Nesse contexto, planejamento, orientação e tecnologia podem atuar de forma complementar. Para Paulo Buriti, gerente corporativo da CORPVS, empresa especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial, a segurança não precisa significar controle permanente. “O objetivo da prevenção não é impedir que a criança tenha experiências fora de casa, mas criar condições para que ela possa ganhar autonomia de forma gradual e segura. Quanto mais preparados estiverem pais e filhos, menor a dependência de decisões tomadas apenas quando acontece um imprevisto”, afirma.
Pensando nisso, o executivo destaca cinco cuidados que podem ajudar as famílias:
1. Antecipe os pontos de risco da rotina
Antes de ampliar a autonomia da criança, vale mapear os trajetos e ambientes que fazem parte do seu dia a dia. Escola, atividades extracurriculares, parques e casas de familiares podem ter diferentes níveis de circulação, acesso e visibilidade. Conhecer esses caminhos e identificar previamente os pontos de referência ajuda a estabelecer uma rotina mais previsível.
“Prevenção começa antes do deslocamento. Quando os responsáveis conhecem o caminho, os horários e os principais pontos de atenção, conseguem estabelecer parâmetros mais claros para a criança e também identificar mais rapidamente quando alguma coisa foge do padrão”, explica Buriti.
2. Estabeleça áreas e pontos de referência
Em locais movimentados, combinar previamente um ponto de encontro pode reduzir o tempo de resposta caso a criança se afaste dos responsáveis. Em uma rotina mais independente, também é possível estabelecer locais considerados seguros, como escola, casa dos avós ou atividades esportivas.
“É importante transformar o espaço em algo que a criança consiga compreender. Em vez de simplesmente dizer para ela ‘não se afaste’, os responsáveis podem combinar referências objetivas: onde esperar, quem procurar e qual caminho seguir. Isso dá mais previsibilidade para situações que podem acontecer de forma inesperada”, afirma Paulo Buriti, gerente corporativo da CORPVS, empresa especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial.
3. Ensine o que fazer quando algo sair do planejado
A prevenção não depende apenas dos adultos. Crianças que já começam a circular com mais independência também precisam saber como reagir diante de um desencontro, mudança de trajeto ou outra situação inesperada. As orientações devem ser adequadas à idade e podem incluir quem procurar, como pedir ajuda e quais informações pessoais saber de cor.
“Não adianta ter um sistema de monitoramento se a criança não sabe como agir diante de uma situação diferente da rotina. A tecnologia pode fornecer informação, mas a preparação das pessoas continua sendo uma parte fundamental da estratégia de segurança”, pontua Buriti.
4. Conheça os recursos das TAGs de localização
Pequenos dispositivos de localização, que podem ser presos a pulseiras, mochilas ou outros acessórios, vêm ampliando as possibilidades de acompanhamento da rotina infantil. Dependendo da tecnologia utilizada, as TAGs podem funcionar por meio de sinais captados por smartphones próximos, que ajudam a transmitir informações de localização para uma plataforma conectada. Por isso, é importante verificar como cada dispositivo funciona e se depende da presença de aparelhos compatíveis nas proximidades, já que nem toda TAG oferece rastreamento GPS independente ou atualização contínua da posição.
Algumas soluções permitem cadastrar locais frequentes, como escola e casa, e configurar alertas para avisar os responsáveis quando o dispositivo chega a uma área delimitada ou sai dela. Esse recurso pode ser útil para acompanhar deslocamentos específicos sem exigir que os pais consultem constantemente um mapa. A disponibilidade e a precisão dos alertas variam conforme a tecnologia, a cobertura e as condições de conexão.
“O avanço mais interessante está em transformar localização em informação útil. Com recursos de delimitação de áreas e notificações, os responsáveis podem receber alertas em situações previamente definidas, em vez de precisar acompanhar cada movimento. Mas é fundamental entender as limitações da tecnologia e utilizá-la como uma camada complementar de proteção, nunca como garantia de segurança ou substituta da supervisão dos adultos”, explica Paulo Buriti, gerente corporativo da CORPVS, empresa especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial.
5. Tenha informações preparadas para uma resposta rápida
Em qualquer situação de desencontro ou emergência, ter uma fotografia recente, contatos atualizados e informações básicas organizadas pode facilitar a atuação dos responsáveis. O mesmo princípio vale para recursos tecnológicos: quanto mais bem configurados estiverem os dados, áreas e contatos, mais rapidamente uma alteração poderá ser identificada e comunicada.
“Em segurança, o tempo de resposta é um fator importante. Ter as informações organizadas e saber exatamente quais sinais devem gerar uma ação reduz a dependência de improviso. A tecnologia consegue ajudar justamente nesse ponto, transformando um dado de localização em um alerta que pode orientar uma decisão”, destaca Buriti.
Para Paulo, a evolução das tecnologias de monitoramento mostra que segurança e autonomia não precisam ser conceitos opostos. A combinação entre planejamento, orientação e recursos capazes de identificar alterações na rotina permite criar uma camada adicional de proteção sem necessariamente interferir na liberdade da criança.
“Quanto mais inteligente é o monitoramento, menos ele precisa ser invasivo. O objetivo não é acompanhar tudo o que a criança faz, mas ter recursos para identificar situações fora do esperado e permitir que os responsáveis reajam com mais informação e rapidez”, conclui Paulo Buriti, gerente corporativo da CORPVS, empresa especializada em soluções de monitoramento e segurança patrimonial.
Fonte: Maria Carolina

