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sexta-feira, 29 de maio, 2026

Economia brasileira cresce 1,1%, mas perde ritmo e tem pior 1º trimestre desde a pandemia

Dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira ficaram em linha com as projeções do mercado financeiro para o período.

A economia brasileira perdeu ritmo no primeiro trimestre de 2026 e cresceu 1,1% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (29) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O resultado representa o pior desempenho para um primeiro trimestre desde 2020, durante a pandemia de Covid-19.

A desaceleração veio em linha com as projeções do mercado financeiro, que já previa um resultado abaixo dos últimos anos. Em 2025, o PIB havia avançado 3,1% na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior.

No último trimestre de 2025, o PIB avançou 1,8%, o que aponta para a perda do ritmo registrada neste ano. Em valores correntes, o PIB totalizou R$ 3,3 trilhões, sendo R$ 2,8 trilhões referentes ao Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 461,2 bilhões aos Impostos sobre Produtos líquidos de subsídios.

Em 2024, a alta foi de 2,5%; em 2023, de 4,4%; em 2022, de 1,5%; e em 2021, de 1,7%. Em 2020, o crescimento no período foi de 0,4%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e funciona como um dos principais termômetros da atividade econômica brasileira.

Setores

Em relação aos setores, a agropecuária se destaca com o crescimento de 2%. Na sequência, também aparecem indústria (1%) e serviços (0,5%).

As atividades industriais, que correspondem a aproximadamente 23% do valor adicionado, voltadas para a área extrativa mineral e a construção, cresceram 3,6% e 2,9%, respectivamente. Enquanto a transformação manteve-se estável (0,1%). Houve queda na atividade de eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,3%).

Entre as atividades de serviços, que têm peso de aproximadamente 70% na economia do país, houve crescimento no trimestre, frente ao 4o trimestre do ano passado, em informação e comunicação (2,4%), atividades imobiliárias (1,2%), outras atividades de serviços (0,8%), comércio (0,6%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%).

Por outro lado, caíram Transporte, armazenagem e correio (-0,7%) e Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,6%).

Fonte: R7