20 C
Ponta Porã
sexta-feira, 29 de maio, 2026

Educação inclusiva  como mola transformadora de sonhos, por Rosildo Barcellos

Peremptoriamente o contexto atual que  avança no viés globalização, e sobretudo os avanços das novas tecnologias, no que tange a novas formas de aprendizagem de crianças, jovens e adultos impõe desafios  aos docentes e aos gestores educacionais em todos os niveis de ensino. Por conseguinte a educação espacial é uma modalidade da educação e assim, como a educação de forma abrangente, faz com que o desenvolvimento de pessoas esteja, intimamente ligado ao acesso e a apropriação de informações que se transformam em conhecimento a ser aplicado na resoluçãu de questiunculas surgidas no cotidiano da vida pessoal e profissional do ser humano.

Haja vista  o sobredito, essa condição requer , de todos os sujeits, o real desenvolvimento de habilidades e posturas que possam estar de acordo com o saber/conviver,

A pessoa estigmatizada é entendida como tendo uma característica diferente da  aceitação normal da sociedade sendo tratada de uma forma singular pela comunidade aonde surge então o preconceito o mesmo autor  ainda destaca três tipos de estigma,. O primeiro a questão de corpo físico a segunda de caráter individual quais sejam alcoolismo e vícios e por fim os estigmas de raça e religião. O termo distúrbio ainda é utilizado do como constructo social permeando as relações que refletem nos indivíduos e são de alguma forma internalizados.

Segundo autores como Januzzi em (1985) e Bueno (1999) que estudaram a educação especial, foi somente no século XVI que teve inicio a educação dos  ditos “ deficientes” por intermédio da educação da criança surda, mas um detalhe destinado apenas aos filhos dos aristocratas. Outras opções econômicas eram internados em asilos para ficarem segregados ou então viviam a busca de esmolas pelas ruas, dependendo da caridade do benevolente.

O monge beneditiono Pedro Ponce foi  ao que se sabe o iniciador da educação especial através de técnicas de substituição de fala por gestos e leitura labial em crianças da aristocracia espanhola. Em Paris, devido a uma grande quantidade de cegos nas ruas  empenharam-se em abrigá-los em asilos. Na Bélgica surge  n séulo XIII uma colonia agrícola para abrigar deficientes mentais.

Ancorando-nos nesta questão histórica podemos entender que um dos maiores desafios políticos e pedagógicos no nosso pais é encontrar na sociedade civil uma força ativa que nasce das aspirações populares e dos grupos segregados da sociedade o que levou  a organização da APAE que surgiram em torno de 1954 com a meta de mudar o rumo da historia exigindo e mostrando como se faz politica de inclusão na área  especifica.

Com o fulcro na politica de inclusão escolar, a escola  e os espaços educacionais devem adaptar-se para que todas as crianças possam aprender juntos, independente da necessidade de se utilizar diferentes alternativas metodológicas. Ainda essa semana ouvi críticas por parte de pessoas que defendem o convívio entre as crianças especiais e as demais crianças, entretanto uma escola direcionada, ao meu ver conta com materiais, equipamentos e professores mais adequados. O sistema regular  de ensino ainda não esta preparado para ser transformador e atender de forma inclusiva.  Apesar de a própria  carta magna preconizar em seus artigos 205 e 208 que a educação inclusiva é direito de todos.

É momento de romper com alguns paradigmas, desconstruir conceitos e principalmente rever as formas de avaliação objetivando a inclusão de educando e garantindo a vontade de ser aluno e viver a as realidade de forma qualitativa, pois o saber se constrói na relação teoria e pratica e a acumulação de experiência legitima o educador fazendo com que os conteúdos sejam significativos e prazerosos para que aprende.

*Rosildo Barcellos, Articulista