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quinta-feira, 1 de outubro, 2026

Eleições 2024: PRF e TREs unem forças para garantir segurança e acesso às urnas

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) anunciou uma colaboração estratégica com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), outras forças de segurança e órgãos públicos para assegurar a liberdade de locomoção dos eleitores e a segurança durante o primeiro turno das eleições, que ocorrerá no próximo domingo. O objetivo principal é garantir que os cidadãos possam chegar aos seus locais de votação sem imprevistos.

Para coordenar as ações, foi estabelecida uma comissão de eleição responsável por planejar as operações em cada região, considerando suas particularidades. O Centro Integrado de Comando e Controle Nacional (CICCN), sediado em Brasília, ficará encarregado de monitorar todas as ocorrências criminais relacionadas ao pleito.

A PRF recomenda que os eleitores planejem suas rotas com antecedência, verificando os melhores horários e as condições de tráfego e meteorológicas. A segurança no trânsito será reforçada, com restrições de circulação para veículos de grande porte nos dias 4 de outubro e 25 de outubro (em caso de segundo turno). Caminhões e ônibus com dimensões acima de 2,40 metros de largura, 4,40 metros de altura e 19,80 metros de comprimento estarão sujeitos a bloqueios temporários para evitar congestionamentos.

Ocorrências de bloqueio de rodovias só serão permitidas em caráter excepcional, mediante autorização judicial da Justiça Eleitoral, com justificativa clara e indicação de rotas alternativas. Da mesma forma, abordagens a veículos serão restritas a situações de risco iminente à vida ou à integridade das pessoas.

A medida visa prevenir a repetição de incidentes como os ocorridos nas eleições de 2022, quando operações da PRF em ônibus no Nordeste foram questionadas. Na ocasião, a Procuradoria-Geral da República apontou que tais ações foram concentradas em regiões onde o então candidato Luiz Inácio Lula da Silva liderava as pesquisas, levantando suspeitas sobre a intenção de dificultar o acesso de eleitores aos locais de votação. O diretor-geral da PRF à época, Silvanei Vasques, foi posteriormente condenado pelo STF em relação a esses eventos.