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domingo, 18 de outubro, 2026

Em laudo paralelo encomendado por produtores, Buriti é avaliada em R$ 130 mi

23/04/2014 08h40

“No entanto, o laudo ainda não é oficial, por isso, podem haver mudanças”, reforça o perito.

Campograndenews

Paralelo aos estudos da Funai (Fundação Nacional do Índio) e do Incra (Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária), a empresa privada que avalia as terras e benfeitorias da região da Terra Buriti, aponta que o valor das propriedades gira em torno dos R$ 130 milhões. O valor, no entanto, é parcial e será oficializado somente no dia 28.

O fato é que o montante é bastante superior aos questionados R$ 78 milhões oferecidos de indenização pelo Ministério da Justiça, mas fica aquém dos R$ 150 milhões que os proprietários consideram justos. “O essencial, agora, é apresentar um valor real de mercado. E de forma isenta”, resume o proprietário e perito judicial da Real Brasil Consultoria, Fernando Abrahão.

Das 30 propriedades que compõem os 15 mil hectares da região (antes 31, mas uma delas teve a área incorporada), 24 foram avaliadas no estudo paralelo; parte dos donos, afirma Abrahão, já sinalizou não concordar com o valor apresentado.

“No entanto, o laudo ainda não é oficial, por isso, podem haver mudanças”, reforça o perito.

Laudo final – O laudo final deve ser entregue ao ministro até segunda-feira (28). O Ministério pediu 20 dias, contados a partir da data da entrega do documento, para emitir devolutiva. Caso aprove a indenização pedida, o acordo será formalizado na Justiça Federal, em seguida, vem a homologação das TDAs (Título da Dívida Agrária), e depósito dos pagamentos a serem feitos em dinheiro.

O estudo foi encomendado pela classe produtiva após surgirem questionamentos quanto aos valores apresentados pelos órgãos oficiais do governo. Foram 25 dias de análises técnicas, com imagens e avaliação de solo feitas em campo.

Hoje, o grupo de trabalho se reuniu com um representante do Ministério, em Brasília, para apresentar a metodologia usada, além das inconformidades constatadas nos laudos da Funai e do Incra. Participaram, além de Abrahão e do assessor do MJ, o produtor rural Vanth Vani Filho, dono da fazenda Cambará, uma das áreas da Buriti invadida, além de três técnicos da Funai de Brasília.

Técnicos analisaram propriedades da Buriti durante 25 dias