Em reunião com o Consesp, ministro Wellington César afirma que segurança pública é dever de Estado

Reunião reforça a união entre o Governo Federal e os estados para alinhar estratégias de proteção ao cidadão. Foto: Tom Costa/MJSP

Brasília, 05/02/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, na terça-feira (3), de reunião com representantes do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp). No encontro, o ministro apresentou as prioridades da gestão e destacou que fortalecer a parceria entre os entes federados é fundamental para o avanço da área no Brasil. “Acredito que a segurança não é um tema deste ou daquele governo, mas uma agenda de Estado, com o intuito de construir um pacto e viabilizar ações necessárias”, destacou.

Wellington César Lima e Silva ressaltou o compromisso do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) com a integração entre os entes federativos, a ampliação do diálogo institucional e o aprimoramento das ações de prevenção à violência e de combate ao crime organizado. Ele enfatizou que o tema deve ser tratado como uma política permanente.

“Estamos no quarto ano de governo, um período de intensa atuação, e costumo dizer que tudo aquilo que conseguirmos realizar agora certamente renderá frutos não apenas neste ano, mas também nos próximos e, por que não, para as futuras gerações”, disse.

O titular da pasta afirmou que, em momento anterior, foi realizada uma reunião dedicada à discussão da PEC da Segurança Pública, na qual a equipe apresentou diversos argumentos e diagnósticos relevantes, contando com a participação de representantes tanto de forma presencial quanto remota. “A partir desse processo, temos a possibilidade de integrar comunicação, tecnologia e informação ao conhecimento prático acumulado na ponta pelos senhores e pelas instituições. Esta foi apenas a primeira de muitas reuniões que serão realizadas em articulação com os órgãos colegiados.”

Para Wellington César, esse conjunto de ações, atributos e instrumentos tem grande potencial para produzir resultados concretos e relevantes no cenário nacional.
“A bala perdida não escolhe a quem atingir, não distingue ideologias, nem origens. Diante disso, todos nós temos um dever com a nossa sociedade, com nossas famílias, nossos filhos e nossos netos. Esse é o propósito que nos move: integrar conhecimento prático, evidências científicas, tecnologia, comunicação e financiamento das iniciativas da melhor forma possível”, concluiu.

Integração como caminho

O novo secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, explicou que o trabalho segue a orientação do presidente Lula. O foco está na integração e na harmonização das ações contra o crime organizado e outras formas de criminalidade, como o feminicídio, além de delitos patrimoniais e digitais. “A tônica definida pelo ministro, em consonância com a orientação do presidente Lula, está centrada especialmente nesses eixos, que vão desde os crimes violentos contra o patrimônio até os de natureza digital”, ressaltou.

Já o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia, reforçou que o papel do ministério é dar suporte aos estados. “Nossa missão é criar condições para que o trabalho local seja feito da melhor forma possível. O objetivo comum é tornar a sociedade brasileira mais segura”, disse.

Durante o encontro, o presidente do Consesp e secretário da Paraíba, Jean Francisco Bezerra Nunes, destacou que as políticas públicas acontecem, na prática, dentro dos estados. Ele reafirmou a disposição dos secretários em colaborar com projetos estratégicos, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 18/25. “Lidamos diariamente com as demandas das polícias e do Corpo de Bombeiros. Sermos ouvidos é um sinal de respeito institucional”, pontuou Nunes.

O que é o Consesp?

O Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública é um espaço de diálogo entre os gestores estaduais e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Por meio do colegiado, os secretários promovem o intercâmbio de boas práticas, o alinhamento institucional e a formulação de posicionamentos conjuntos sobre temas prioritários da agenda nacional. Essa atuação contribui para o fortalecimento do pacto federativo e para a integração das ações entre a União, os estados e as demais instituições do sistema de justiça e de proteção social.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública