22 C
Ponta Porã
domingo, 18 de outubro, 2026

Em visita a MS, Afif diz que o que mata a pequena empresa é a burocracia

25/06/2015 09h10

Ao analisar o panorama atual da crise no país, Domingos, destacou ainda a diferença entre como as grandes e pequenas empresas estão lidando com a situação

Conjuntura online

Em visita a Campo Grande (MS), nesta quarta-feira (24), o ministro da Secretaria da Micro e Pequena Empresa, Guilherme Afif Domingos, disse que o que mata a pequena empresa é a burocracia no País. Ele veio a Mato Grosso do Sul em busca de apoio para o projeto ‘Crescer sem Medo’, que amplia os limites do Supersimples e muda transição entre as faixas de faturamento.

“O que mata o pequeno [micro e pequena empresa] no país é a burocracia. O sistema tributário não adaptado a sua realidade. O sistema atual está muito mais a serviço para mantê-lo pequeno e não para deixá-lo crescer”, afirmou.

Afif disse que essa é uma das principais dificuldades enfrentadas pelos proprietários de empreendimentos de pequeno porte no brasil.

O ministro desembarcou na Base Aérea da capital sul-mato-grossense por volta das 10h (de MS). O projeto de lei “Crescer sem Medo” está em tramitação no Congresso Nacional e vista ampliar os limites do Supersimples e adequar as regras de transição entre as faixas de faturamento.

“Estou em campanha pelo Brasil para ter apoio muito firme das bancadas para a aprovação no Congresso do projeto. Um dos principais pontos é reduzir de 20 para 7 o número de faixas de faturamento do Simples. O segundo é criar uma rampa de acesso e não uma escada entre as faixas, com um sistema progressivo. Desse modo, quando o empresário está em uma faixa e pula para a outra, só vai pagar na outra a diferença. Com isso, vamos corrigir uma distorção, acabar com as empresas caranguejo, que em vez de crescer, andam de lado, para não mudar de faixa”, disse ao G1.

O ministro afirmou que as micro e pequenas empresas têm uma importância fundamental para a economia brasileira e que precisam de um “olhar com atenção diferenciada”. “As micro e pequenas empresas representam atualmente 97% do universo empresarial brasileiro. Elas são as grandes geradora de emprego e renda no país. Com menor capital que as grandes, fazem mais em favor do social, ao criar e manter postos de trabalho”, ressaltou.

Ao analisar o panorama atual da crise no país, Domingos, destacou ainda a diferença entre como as grandes e pequenas empresas estão lidando com a situação.

“A crise no Brasil de hoje é do andar de cima [das grandes empresas], não é do andar debaixo [micro e pequenas]. Elas [micro e pequenas] continua trabalhando duro, mas não são olhadas pelas políticas públicas. A criação do ministério foi exatamente um olhar sobre políticas públicas voltadas ao micro e pequeno empresário. O andar de cima olha muito os grandes. O sistema financeiro hoje está a serviço dos grandes. O crédito não chega na ponta. Portanto, nós temos que fazer hoje um grande mutirão, trazer o Brasil para esta realidade. Nada contra os grandes, mas muito a favor dos pequenos”, concluiu.

Na parte da tarde, o ministro lançou o Propeq (Programa Estadual de Apoio aos Pequenos Negócios), durante solenidade no Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, onde também proferiu uma palestra sobre o crescimento empresarial voltada para empreendedores interessados em ampliar seus negócios.

O ministro foi recebido pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB), com quem conversou sobre outros assuntos de interesse do Estado.

Após percorrer as capitais dos estados para debater o projeto, as demandas do setor, coletadas nas visitas aos estados, vão fazer parte de um relatório que será encaminhado a Comissão Especial do Supersimples. Aprovado na comissão, o projeto segue direto para a apreciação nos plenários, primeiro o da Câmara dos Deputados e depois o do Senado. Aprovado nas duas casas, como é uma proposta de lei complementar, deve entrar em vigor já em 2016.

Ministro Guilherme Afif Domingos esteve em Campo Grande.foto:Gabriela Pavão/G1 MS