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quarta-feira, 21 de outubro, 2026

Esquema de falsos cursos para militares permitia compra ilegal de armas

Uma operação conjunta entre a Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme) e o Exército Brasileiro desmantelou uma organização criminosa que utilizava cursos simulados de formação de sargentos da reserva para fraudar a aquisição de armamentos. O esquema envolvia a emissão de documentos militares falsificados para viabilizar a compra irregular de pistolas e fuzis.

Durante a ação, dois suspeitos foram detidos, enquanto um terceiro permanece foragido. Foram apreendidas cinco pistolas e um fuzil, além de uma grande quantidade de documentos falsos. As investigações revelaram que o grupo promovia cursos preparatórios fictícios, com aulas e avaliações, para conferir uma aparência de legitimidade à formação dos participantes.

Ao final desses cursos fraudulentos, os envolvidos recebiam carteiras de identidade militar e autorizações de compra de armas com assinaturas adulteradas de oficiais do Exército. Esses documentos eram subsequentemente usados para adquirir armamentos em lojas credenciadas. O esquema também incluía a falsificação de Certificados de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento essencial para a retirada das armas adquiridas.

A investigação rastreou a compra de cinco armas, com valor estimado em R$ 50 mil, incluindo quatro pistolas calibre .40, uma pistola 9 mm e um fuzil calibre 5,56 mm. Parte desse armamento ainda estava nas lojas no momento da descoberta do esquema, o que permitiu a apreensão antes da entrega aos compradores.

As apurações tiveram início há dois meses, a partir da prisão em flagrante de um indivíduo que havia adquirido uma pistola com documentação falsa. Essa prisão desencadeou uma investigação mais ampla, que identificou outras compras realizadas com documentos que compartilhavam o mesmo padrão de falsificação. O Exército Brasileiro confirmou a inautenticidade dos documentos e autorizações apreendidos.

Além do flagrante inicial, outros dois indivíduos foram presos durante a operação. As investigações continuam em andamento para identificar todos os envolvidos na organização dos cursos, na fabricação dos documentos falsos e em possíveis cumplicidades. A Justiça do Rio expediu mandados de prisão temporária e determinou que as armas apreendidas poderão ser cedidas para uso da Polícia Civil.