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domingo, 18 de outubro, 2026

Esta Copa será nossa grande festa, por Waldir Guerra

07/07/2014 05h50

Quanto a sermos hexa agora dependemos unicamente dos nossos jogadores que precisam superar a perda de Neymar

Divulgação (TP)

Mais uma semana para encerrarmos a maior festa popular acontecida até hoje no Brasil. Sim, porque se houve outra melhor nem quero acreditar, mas maior não houve e com absoluta certeza.

Este clima festivo vai continuar até o dia 13 com a grande final. Isto para os 200 países que estão recebendo as imagens do Brasil e desta espetacular Copa do Mundo. Agora para o país vencedor os festejos deverão continuar pelo menos mais uma semana.

Sucesso para o Brasil que precisava mostrar ao mundo toda nossa cordialidade e, mais do que isso, divulgar aos países nórdicos o nosso hábito de frequentarmos praias e nelas permanecermos horas a fio aproveitando os raios de um sol tropical.

Nossa alegria somada à cordialidade com que os mais de 600 mil turistas estão desfrutando por aqui está sendo mostrada ao mundo. Ao fazermos isso estamos abrindo as portas deste país ensolarado para receber grande parte dos turistas que querem fugir do frio do Hemisfério Norte. E diga-se: agora a expectativa já não será apenas esse número, 600 mil turistas, que por aqui ainda estão, mas para o futuro milhões deles que certamente ficaram encantados com esta Copa.

E por falar no encanto com esta Copa, ainda é muito bom acrescentar que encantados mesmo estão os norte-americanos com o Futebol – Soccer para eles.

Além da Seleção dos Estados Unidos ter feito bonito – ela chegou as Oitavas de Final – tendo perdido para a Bélgica em partida emocionante, onde qualquer das duas seleções fez por merecer a vitória e, inclusive, alguns dos jogadores americanos mostraram qualidades de verdadeiros craques.

Mas o mais importante que estes jogos de futebol fizeram foi despertar atenção na população americana. Vinte e seis milhões de espectadores estadunidenses assistiram ao último jogo da sua Seleção nesta Copa do Mundo. Esse número superou qualquer outro em audiência nas finais do Basquete ou do próprio futebol americano – aquele esporte mais popular nos EEUU.

Isto significa dizer que finalmente o futebol (ou soccer como eles ainda o tratam) já é uma paixão para eles também. E o que tem isso a ver conosco? (Eu mesmo já me fiz esta pergunta). Mas pense bem; eles têm o maior mercado consumidor do mundo. Têm poder – e dinheiro também – para patrocinar este esporte, levá-lo para todos os povos e difundi-lo especialmente entre os mais pobres.

Se você concorda comigo que o nosso futebol é uma das causas de sermos um povo alegre e comunicativo; que a bola é o brinquedo preferido para qualquer criança; que é o esporte mais barato pra ser praticado; que hoje é um dos esportes que mais bem paga seus praticantes; que, ao contrário de poucos anos atrás, hoje leva à fama e à fortuna para muitos jovens.

Além disso, ele substitui muitas vezes brigas pessoais quando os contendores o transformam numa simples disputa onde a arma de cada um é a mesma bola.
E as rivalidades regionais? Assim como as nossas com os argentinos, por exemplo? Pense bem, o futebol não está substituindo – vá lá, amenizando, então – aquela raiva que poderia nos levar a confrontos possivelmente mortais com eles?

Digo isto para justificar minha satisfação por ver o futebol – o nosso futebol – entrar na preferência dos norte-americanos.

Quanto a sermos hexa agora dependemos unicamente dos nossos jogadores que precisam superar a perda de Neymar e cada um apresente aquele futebol que foi a razão de sua convocação. Fazendo isso, esta Copa será a nossa grande vitória.

  • Membro da Academia Douradense de Letras; foi vereador em Pato Branco-PR, Secretário de Governo e deputado federal em Mato Grosso do Sul. E-mail: [email protected]

Waldir Guerra.foto: Arquivo pessoal