07/06/2016 06h30
Ministro da Casa Civil ouviu demanda, mas ainda faltam encaminhamentos
O governador Reinaldo Azambuja (PSDB) solicitou ao ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, e ao ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, investimento do governo federal na área de segurança de fronteira.
As reuniões aconteceram hoje em Brasília e teve a participação também do senador por Mato Grosso do Sul Waldemir Moka (PMDB), coordenador da bancada federal, e o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB-BA).
Entre as solicitações estavam as de mais efetivo e estrutura para as Polícias Federal e Rodoviária Federal. O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), coordenado pelo Exército Brasileiro, também foi debatido. O pedido foi para manutenção dos investimentos.
Além da atuação na segurança, o governador ressaltou a necessidade de a União auxiliar na resolução de conflitos indígenas, com demarcação de terras. “O ministro está no início de um novo governo, mas já adiantou que um grupo (da Casa Civil) está tratando essas questões, que são fundamentais”, explicou Azambuja, sem dar mais detalhes dos próximos passos que o governo federal prometeu dar.
Mato Grosso do Sul faz fronteira com Paraguai (1.131 km) e Bolívia (386 km). Ao todo são mais de 1,5 mil quilômetros de divisa com os países vizinhos, sendo a maior faixa com os paraguaios.
Entre os projetos em andamento estão os sistemas de monitoramento instalados em Corumbá, Bela Vista, Ponta Porã, Coronel Sapucaia, Amambai, Mundo Novo, Naviraí e Dourados. Ao todo são 90 câmeras que auxiliam as Polícias Militar e Civil a identificar o tráfico de drogas, armas, tráfego de veículos furtados e roubados e descaminho.
O investimento nessa área foi de R$ 3,9 milhões, com a maioria dos recursos vindos do governo federal.
TECNOLOGIA AVANÇADA
O uso de câmeras é apenas uma das medidas que se tenta implantar no Estado. Outra tecnologia é o uso de scanner para averiguar veículos.
Mato Grosso do Sul tem quatro equipamentos que ficam sob a responsabilidade da Receita Federal e Polícia Rodoviária Federal, mas são pouco utilizados porque demandam alto custo de manutenção.
Um quinto scanner deve ser repassado apenas ano que vem, depois que for utilizado pelo governo federal nas Olimpíadas do Rio de Janeiro.
MORTES
A região de fronteira é perigosa e o número de homicídios está concentrando em algumas cidades que fazem divisa principalmente com o Paraguai. Só no mês passado foram sete execuções em Ponta Porã, que fica ao lado de Pedro Juan Caballero.
Fonte: Correio do Estado


