Estado registra superávit de US$ 958 milhões em abril, amplia vendas para China e Irã e mantém soja, celulose e carne bovina entre os principais produtos exportados.
As exportações de Mato Grosso do Sul mantiveram trajetória de crescimento em 2026 e registraram avanço tanto no acumulado do ano quanto no comparativo mensal de abril.
Dados do comércio exterior apontam que o Estado exportou US$ 1,1 bilhão em abril deste ano, resultado 30,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.
No período, as importações somaram US$ 141,5 milhões, queda de 28,2% na comparação anual. Com isso, Mato Grosso do Sul alcançou saldo positivo da balança comercial de US$ 958,5 milhões somente em abril, consolidando um cenário de forte superávit.
O desempenho elevou a participação sul-mato-grossense nas exportações nacionais para 3,5%, colocando o Estado na 10ª posição do ranking brasileiro de exportações. Nas importações, Mato Grosso do Sul ficou na 17ª colocação, com participação de 0,6% do total nacional.
No acumulado de janeiro a abril de 2026, as exportações de Mato Grosso do Sul atingiram US$ 3,7 bilhões, crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025. As importações chegaram a US$ 893 milhões, alta de 1,5%.
Com os resultados, a corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 4,6 bilhões nos quatro primeiros meses do ano, avanço de 6,4% na comparação com o mesmo intervalo do ano passado. O saldo da balança comercial estadual ficou positivo em US$ 2,8 bilhões no acumulado do ano.
Os números também mostram a relevância do Estado no cenário nacional. Mato Grosso do Sul respondeu por 3,2% das exportações brasileiras entre janeiro e abril de 2026, permanecendo na 10ª posição entre os maiores exportadores do país.
Já nas importações, o Estado ficou em 15º lugar, com participação de 0,97% no total nacional.
Considerando todo o ano de 2025 até abril, Mato Grosso do Sul já acumula US$ 10,8 bilhões em exportações e US$ 2,7 bilhões em importações, resultando em corrente de comércio de US$ 13,5 bilhões e superávit comercial de US$ 8 bilhões.
Oriente Médio
Mesmo diante das tensões geopolíticas e da guerra envolvendo Irã e Israel no Oriente Médio, o Irã segue como um dos importantes destinos das exportações de Mato Grosso do Sul em 2026.
Dados do comércio exterior mostram que o país asiático ampliou significativamente as compras de produtos sul-mato-grossenses tanto em abril quanto no acumulado de janeiro a abril deste ano.
Em abril de 2026, as exportações de Mato Grosso do Sul para o Irã somaram US$ 22,3 milhões, alta expressiva de 1.471,6% em relação ao mesmo mês de 2025, com crescimento absoluto de US$ 20,9 milhões e participação de 2% nas exportações estaduais.
Já no acumulado de janeiro a abril de 2026, o volume exportado para o país alcançou US$ 56,9 milhões, avanço de 88% frente ao mesmo período do ano passado, com incremento de US$ 26,6 milhões.
A China segue como principal parceiro comercial de Mato Grosso do Sul. Entre janeiro e abril de 2026, o país asiático importou US$ 1,7 bilhão em produtos do Estado, crescimento de 10,30% na comparação com igual período de 2025, representando 47,6% de participação nas exportações sul mato-grossenses. Em abril deste ano, os chineses compraram US$ 610,6 milhões, alta de 59,9%.
Os Estados Unidos aparecem na segunda colocação entre os principais destinos das exportações estaduais no acumulado do ano, com US$ 289,7 milhões, embora tenham registrado retração de 19,4% em relação aos quatro primeiros meses de 2025.
Já em abril de 2026, os norte-americanos representou grande queda nas compras de produtos de Mato Grosso do Sul diminuindo para US$ 73,4 milhões, retração de 13,8%.
Os Países Baixos (Holanda) também permanecem entre os maiores compradores de produtos sul-mato-grossenses. No acumulado de janeiro a abril de 2026, as exportações para o país europeu totalizaram US$ 153,2 milhões, variação de 9,5% em relação ao ano anterior. Em abril, porém, houve movimentação de US$ 43,8 milhões, com crescimento de 61,8%.
Outro destaque foi a Itália, que registrou forte avanço nas importações de produtos de Mato Grosso do Sul em abril de 2026. O país europeu comprou US$ 51,4 milhões, crescimento de 486,4% em comparação com abril de 2025.
Produtos Exportados
A soja liderou a pauta de exportações de Mato Grosso do Sul no acumulado de janeiro a abril de 2026, com US$ 1,2 bilhão em vendas ao mercado internacional, com variação de 24,9% em relação ao mesmo período do ano passado. O produto respondeu por 31,6% de toda a balança comercial sul-mato-grossense.
Na sequência aparecem a celulose, com US$ 941 milhões, com retração de 16,2%, representando 25,7% da participação estadual, e a carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, que somou US$ 688,2 milhões alta de 41,1% e participação de 18,8%.
Em abril de 2026, a soja também manteve a liderança mensal, alcançando US$ 434,1 milhões em exportações, avanço de 73,2% frente a abril de 2025.
A celulose registrou US$ 251,4 milhões no mês, crescimento de 22,3%, enquanto a carne bovina atingiu US$ 200 milhões, alta de 34,3%. Já os farelos de soja e produtos voltados à alimentação animal movimentaram US$ 68,3 milhões, aumento de 52,1% na comparação anual.
Importação
A Bolívia segue como principal origem das importações de Mato Grosso do Sul, com destaque para o gás natural, mesmo diante da retração nos volumes registrados nos últimos períodos.
Em 2025, as importações sul-mato-grossenses provenientes do país vizinho somaram US$ 849,6 milhões, o equivalente a 31,3% de participação total nas compras internacionais do Estado, apesar da queda de 29,1% em relação ao período anterior, com recuo absoluto de US$ 349,3 milhões.
Já no acumulado de janeiro a abril de 2026, Mato Grosso do Sul importou US$ 250,7 milhões da Bolívia, retração de 20,7%, mantendo participação de 28,1% na pauta importadora estadual.
Somente em abril de 2026, as importações bolivianas totalizaram US$ 61,6 milhões, queda de 21,2% frente ao mesmo mês de 2025, com participação de 43,6% no total importado pelo Estado no período.
O gás natural segue como principal produto da balança comercial entre Mato Grosso do Sul e Bolívia, sendo estratégico para o abastecimento energético e para a atividade industrial sul-mato-grossense.
Fonte: Correio do Estado

