O episódio do podcast do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome desta sexta-feira (27.02) explora como o Programa Cisternas tem transformado a realidade do semiárido brasileiro e mais recentemente na região Amazônica. Um estudo do Instituto da Economia do Trabalho apontou que o número de famílias beneficiárias do Bolsa Família na região do Semiárido caiu 30,4% após a chegada das cisternas. A pesquisa analisou informações de 600 mil pessoas entre 2003 e 2017.
Uma das convidadas deste episódio, a secretária Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, Lilian Rahal, destacou que o fato de beneficiários saírem do Bolsa Família é um reflexo direto da melhoria das condições de vida. “As famílias passam a ter mais acesso à educação, ampliam a frequência escolar das crianças, contam com mais acesso à saúde. Há não só a redução das doenças de veiculação hídrica, que muitas vezes são fatais, como também redução das internações hospitalares, ampliação da antropometria das crianças, melhoria da alimentação, da nutrição”, celebrou.
Quem também aborda o Cisternas no podcast é a diretora do Departamento de Promoção da Inclusão Produtiva Rural e Acesso à Água do MDS, Camile Sahb. Ela reforçou que o programa evoluiu de uma lógica de combate à seca para uma estratégia de convivência com o Semiárido. “Essas tecnologias sociais permitem que as comunidades permaneçam em suas terras com dignidade, possam viver e ter uma boa qualidade de vida naquela região”, afirmou.
O Instituto da Economia do Trabalho mostrou que o acesso à água segura permite que as famílias ampliem sua participação no mercado de trabalho. Lilian Rahal explicou que a tecnologia libera o tempo que antes era gasto na busca por água e permite que os adultos busquem qualificação profissional. “Você libera o tempo das pessoas da família para procurar trabalho e também para trabalhar fora da residência”, comentou.
Além da questão econômica, o impacto na saúde pública é expressivo, segundo o Instituto. A pesquisa registrou queda de 16% nas hospitalizações por doenças relacionadas à qualidade da água. “É muito clara a mudança de vida das famílias e a redução das doenças, não só da doença diarreica aguda, mas das muitas verminoses que por vezes acarretavam inclusive desnutrição”, ressaltou Lilian Rahal.
Sobre o impacto na educação, Camile Sahb relembrou o trabalho infantil doméstico na busca pela água. “Hoje, com a água na porta de casa, o foco das famílias pode ser redirecionado para o desenvolvimento educacional e a produção de alimentos para o próprio consumo”, acrescentou.
Região Amazônica
O estudo do Instituto focou na região do Semiárido, mas o Programa Cisternas tem se expandido para a Região Amazônica e até para municípios do Rio Grande do Sul, que sofrem com a seca. No caso do Norte, as tecnologias se adaptaram às necessidades locais de saneamento e tratamento, e não apenas de captação de água.
Onde Ouvir
O Fala MDS tem episódios semanais, publicados às sextas-feiras, e está disponível nas plataformas Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud. O podcast também é distribuído às rádios de todo o país que queiram veiculá-lo.
Assessoria de Comunicação – MDS
Fonte: Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome

