O volume esperado era de 180 milímetros, valor que foi alcançado tranquilamente no último dia 19.
O mês de fevereiro de 2026 se consolidou como o mais chuvoso da história de Campo Grande antes mesmo do fim dos 28 dias.
O posto, ocupado anteriormente pelo mês no ano de 2019, quando choveu um acumulado de 251,4 milímetros, foi ocupado pelo mês atual nesta quarta-feira (25). Até agora, já choveu na Capital sul-mato-grossense um total de 264,8 milímetros. O volume esperado era de 180 milímetros, valor que foi alcançado tranquilamente no último dia 19.
O segundo maior valor depois do alcançado em 2019 foi observado no ano de 2023, quando o volume de precipitação em Campo Grande no segundo mês do ano foi de 249,4 milímetros.
O valor foi superado na madrugada desta quarta-feira, após um acumulado de 5,8 milímetros à 1h.
Na última segunda-feira (23), o volume de chuva mensal na cidade já era mais que o dobro do volume no mesmo mês em 2025, quando choveu 116,8 milímetros.
Os volumes nos meses de fevereiro desde o início do monitoramento do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em 2017 em Campo Grande foram:
2017: 91 mm
2018: 206 mm
2019: 251,4 mm
2020: 227,2 mm
2021: 116,2 mm
2022: 73,2 mm
2023: 242,2 mm
2024: 104,6 mm
2025: 116 mm
2026: 264,8 mm (até agora)
A marca deste mês também é a quarta maior registrada entre os maiores acumulados na cidade na última década, ficando atrás dos acúmulos em:
Janeiro de 2021: 383,6 mm;
Janeiro de 2023: 328,6 mm; e
Dezembro de 2017: 273,8 mm.
Estragos
As consequências do grande volume de chuva na cidade são observadas há tempos. Além da buraqueira, problema comum na Capital, enchentes e alagamentos têm sido mais frequentes. Bastam poucos minutos de chuva para bairros sofrerem com enxurradas e, posteriormente, lama e sujeira.
Desde o início do mês, trechos da cidade já alagaram como a Avenida Gunter Hans, a Avenida Costa e Silva, regioões dos bairros Portal Caiobá 2, Seminário, Nasser, Coophasul, Coophatrabalho, Santo Amaro, Zé Pereira, Jardim Centro Oeste, entre outros.
Uma força-tarefa para tampar os buracos na Capital já vem sendo exercida, com, pelo menos, 60 mil buracos tampados até agora, de acordo com a Secretaria de Infraestrutura da cidade.
No entanto, para a Prefeita Adriane Lopes (PP), “não tem o que fazer” com relação aos estragos causados pelas chuvas. Em coletiva na última terça-feira (24), Adriane afirmou que, por enquanto, é preciso esperar a chuva passar.
“Não conseguimos, neste exato momento, fazer cascalhamento nem arrumar as estradas e vias que não estão pavimentadas porque o solo está encharcado. Dificilmente as equipes conseguirão trabalhar neste momento. Atola, está tudo encharcado. Agora temos que esperar esse período de chuvas passar e recuperar os danos”, afirmou.
A prefeita também alegou que as chuvas trouxeram problemas novos e alagamentos em trechos novos.
“São situações novas que vão surgindo porque a cidade vai impermeabilizando e a gente vai vivenciando novos tempos”.
Para ela, uma das soluções é a implementação de novas bacias de contenção que já estão no planejamento e em execução. No mais, a Secretaria de Obras afirmou tem atendido todos os chamados da população para corte de árvore, limpeza, remoção de entulho, de sujeira, limpeza de boca de lobo, entre outras atividades.
Previsão
Como já noticiado pelo Correio do Estado, Mato Grosso do Sul está em alerta de perigo para chuvas intensas até a sexta-feira (27). As condições esperadas são de volumes de chuva podendo chegar a 50 milímetros por dia, acompanhados de rajadas de vento e tempestades pontuais.
Entre a quinta-feira (26) e sexta-feira (27), a previsão indica um tempo mais firme, com sol e variação de nebulosidade, mas não estão descartadas pancadas de chuvas e tempestades pontuais.
A formação de um novo ciclone extratropical na altura do oceano Atlântico Sul entre a quarta (25) e a quinta (26) impulsiona um sistema de alta pressão atmosférica pós-frontal, que contribui para um tempo mais seco e temperaturas mais baixas no início do dia, chegando a 18ºC, condição esperada especialmente nas regiões mais ao sul do Estado.
Nas regiões Pantaneiras e Sudoeste, as máximas voltam a subir e chegam a 34ºC, e no Bolsão, Norte e Leste, chegam a 33ºC.
Em Campo Grande, as mínimas variam entre 19ºC e 21ºC e as máximas ficam entre 29ºC e 31ºC.
Fonte: Campograndenews

