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sexta-feira, 9 de outubro, 2026

Flávio Bolsonaro e Douglas Ruas declaram guerra ao crime organizado no Rio

O senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República pelo PL, participou de um evento de campanha na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, ao lado do deputado estadual Douglas Ruas (PL-RJ), que concorre ao governo do estado. Durante o encontro com apoiadores e políticos, realizado na Ilha Itanhangá, Bolsonaro declarou que ele e Ruas estão alinhados em um compromisso de “declarar guerra” ao crime organizado, mencionando especificamente o Comando Vermelho, o PCC e as milícias.

Em conversa com jornalistas, Flávio Bolsonaro abordou outras questões de sua campanha. Ele negou veementemente boatos de que pretenda privatizar a Petrobras e de que extinguiria o programa Bolsa Família, classificando essas informações como “mentiras”. A campanha de Bolsonaro tem enfrentado o que descreve como “campanhas de notícias falsas”, buscando esclarecer suas propostas.

O candidato também comentou sobre o apoio recebido de Augusto Cury, que concorreu à Presidência e não obteve sucesso, e mencionou estar em diálogo com outras legendas. A equipe econômica de Flávio Bolsonaro, segundo declarações de sua coordenadora, Daniella Marques, estuda a redução de ministérios e cortes em gastos públicos, com o objetivo de economizar até R$ 250 bilhões, o que poderia incluir mudanças na correção de aposentadorias, BPC e nos pisos de saúde e educação. A campanha, no entanto, refuta que essas medidas sejam posições oficiais do candidato.

Vale ressaltar que o histórico de ambos os candidatos levanta questionamentos. Em 2003, Flávio Bolsonaro, então deputado estadual, propôs uma moção de louvor ao ex-vereador e figura ligada a milícias Adriano da Nóbrega, que também recebeu a Medalha Tiradentes por iniciativa do senador. Em seu gabinete, Flávio chegou a empregar a mãe e a esposa de Adriano. O senador também é acusado de destinar uma emenda parlamentar de R$ 200 mil para um projeto esportivo a pedido de Robson Calixto, conhecido como Peixe, miliciano condenado por envolvimento na morte da vereadora Marielle Franco.

Douglas Ruas é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL). O relatório final da CPI das Milícias da Alerj de 2008 citou o pai de Ruas como um dos líderes de atividades milicianas na região, alegações que ele nega.