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quinta-feira, 16 de julho, 2026

Flávio Bolsonaro sai em defesa de Valdemar e critica decisão de Dino: ‘Não há crime’

Senador também criticou o governo Lula, falou sobre tarifas dos EUA, Michelle Bolsonaro e segurança pública.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) saiu em defesa do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, durante entrevista ao podcast Flow, nesta quarta-feira (15). O parlamentar criticou a decisão do ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou o bloqueio dos bens do dirigente partidário no âmbito da investigação sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos.

“Que que tem de ilegal nisso? Nada. Não tem corrupção, não tem crime, não tem nada ali que justifique fazer uma busca e apreensão e bloquear bens do maior partido de direita do Brasil”, afirmou.

Na sexta-feira (10), Dino autorizou o bloqueio dos bens de Valdemar Costa Neto. Segundo a Polícia Federal, o presidente do PL é investigado por supostamente comandar uma estrutura paralela de direcionamento de emendas parlamentares que teria movimentado R$ 119,2 milhões entre junho de 2024 e março de 2026. A corporação afirma que, mesmo sem mandato eletivo, ele teria atuado informalmente na Câmara dos Deputados para beneficiar interesses políticos e privados.

Ao longo da entrevista, Flávio também fez críticas ao Supremo, ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva e comentou temas relacionados às eleições de 2026, economia, política externa e segurança pública.

Críticas ao STF

O senador afirmou que os ministros Flávio Dino e Alexandre de Moraes estariam tentando interferir no processo eleitoral. “Eles [Dino e Moraes] são integrantes da Primeira Turma e estão fazendo uma espécie de bypass do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições”, criticou.

Segundo Flávio, Alexandre de Moraes já teria interferido no pleito de 2022 quando presidia o TSE, e voltaria a fazê-lo ao impedir, de acordo com ele, que um pré-candidato converse com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O parlamentar também criticou a condenação do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) por calúnia, afirmando que a Primeira Turma estaria “atraindo competências” do TSE para impor “condenações e constrangimentos a parlamentares de direita”.

Economia e governo Lula

Durante a entrevista, Flávio atribuiu ao governo Bolsonaro a criação do Pix para operacionalizar o pagamento do auxílio emergencial durante a pandemia, e afirmou que o governo federal atual elevou os gastos públicos para buscar a reeleição.

“O Pix foi criado no governo Bolsonaro para viabilizar que as pessoas recebessem o auxílio emergencial na conta. […] Hoje, sem pandemia, o Lula está gastando mais do que isso, tudo para tentar se reeleger”, declarou.

Ele também afirmou que os principais problemas do país são “a alta carga tributária, a corrupção, a insegurança jurídica e a violência” e disse que esses fatores afastam investidores estrangeiros.

Tarifas dos Estados Unidos

Flávio voltou a responsabilizar o presidente Lula pelo agravamento da crise comercial com os Estados Unidos.

Segundo ele, Lula teria provocado deliberadamente a imposição de tarifas ao Brasil para obter ganhos eleitorais.

“O Lula provocou o tempo inteiro para que o Brasil fosse tarifado”, afirmou.

O senador também disse ter participado de uma audiência pública nos Estados Unidos para defender o Brasil e alegou ter pedido ao presidente norte-americano, Donald Trump, que classificasse o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas.

Filme sobre Bolsonaro

Flávio confirmou que participou da captação de recursos para um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo ele, a ideia partiu do deputado Mário Frias (PL-SP).

“O Mário Frias disse: ‘Flávio, o seu coroa merece um filme que retrate a real história dele’”, relatou.

Na avaliação do senador, seria inviável produzir um filme sobre Bolsonaro no Brasil devido ao que chamou de perseguição política.

Michelle Bolsonaro

Questionado sobre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, Flávio afirmou que atualmente não mantém relação com ela.

“Hoje em dia eu não tenho relação com a Michelle. Ainda mais que eu estou proibido de falar com meu pai”, disse.

Apesar disso, afirmou que “as portas vão estar sempre abertas” para Michelle ou qualquer pessoa que queira ajudar a campanha da direita.

Embaixada em Israel

Flávio também afirmou que, caso tenha influência sobre um futuro governo, pretende defender a transferência da embaixada brasileira em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.

Segundo ele, essa era uma intenção do ex-presidente Jair Bolsonaro que não foi concluída em razão da pandemia.

Eleições de 2026

Ao falar sobre o cenário eleitoral, o senador demonstrou otimismo com o avanço de governos de direita na América Latina e disse acreditar que o Brasil seguirá o mesmo caminho.

“Essa onda azul, que são os governos de direita tomando conta da América Latina, está chegando ao Brasil. […] Nós vamos nos livrar da esquerda e vamos trazer prosperidade para toda a América Latina”, destacou.

Fonte: R7