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domingo, 18 de outubro, 2026

Governador diz que doses extras para fronteira beneficiam todo o MS

Sobre revolta de Marcos Trad, Azambuja relata entender, mas pontua que não é momento para discussão.

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), relatou que entende a posição contrária do prefeito de Campo Grande em relação as 150 mil doses extras da vacina Janssen que serão encaminhadas para treze municípios da fronteiriços do Estado, mas afirma que não é momento para desavenças.

Azambuja ainda reforçou que só se consegue doses extras com uma linha de raciocínio e eles seguiram o pensamento de imunizar as cidades fronteiras que contam com pessoas com identidade no Paraguai e no Brasil.

“Eu acho que o prefeito ta defendendo a Capital, querendo mais vacinas para a população, assim como nós queremos para o Mato Grosso do Sul, o problema é que você não consegue doses extras se você não tiver uma lógica e a lógica que construímos é que a fronteira tem população migrante, de pessoas com identidade no Paraguai e no Brasil, precisamos imunizar eles”, relatou.

O governador ainda destacou que não é o momento para discussão.

“Não é o momento de discussão, prefeito defendendo a posição de Campo Grande o secretário defender a posição da ciência, o importante é que mais doses foram destinadas para o MS e vamos ganhar com isso, porque no momento em que imunizarmos toda fronteira, irá sobrar mais doses para imunizarmos o restante da população”.

Azambuja informa que esses municípios serão uma espécie de experimento para o Ministério da Saúde, caso se tenha bons resultados, outras cidades fronteira também receberão doses extras.

“Eles querem fazer isso como laboratório, como uma experiência, se der certo aqui nos municípios de MS eles vão expandir isso para os outros municípios fronteira”.

Nesta manhã, o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad, afirmou ser injusta e “indefensável” a distribuição de doses da vacina da Janssen para municípios de fronteiriços de Mato Grosso do Sul e não para a Capital.

Na avaliação do prefeito, o justo seria que as doses fossem distribuídas proporcionalmente a todos os 79 municípios do Estado.

As doses serão enviadas pelo Ministério da Saúde para um estudo pioneiro nos 13 municípios de fronteiriços do Estado. O objetivo é imunizar toda a população acima de 18 anos para desafogar os leitos dos hospitais da região.

Para Marquinhos, não é o momento de se fazer um estudo, pois faltam vacinas em todo o Brasil.

“Se estivéssemos no número de vacinas suficientes e uma sobra, aí você poderia fazer a pesquisa e o estudo que você quisesse fazer”, disse.

Os 13 municípios fronteiriços são: Corumbá, Ladário, Porto Murtinho, Caracol, Bela Vista, Antônio João, Ponta Porã, Aral Moreira, Coronel Sapucaia, Paranhos, Sete Quedas, Japorã e Mundo Novo.

Fonte: Correio do Estado