08/01/2016 06h10
Plano prevê recompensa à agentes de saúde e mapeamento de focos em tempo real
Correio do Estado
Mato Grosso do Sul vai investir R$ 20 milhões no Plano Emergencial de Vigilância do Combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e zika vírus, segundo o secretário estadual de Saúde, Nelson Tavares. O Plano Nacional foi lançado nesta quinta-feira (7), pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro, em Campo Grande.
O plano nacional é dividido em três eixos, sendo eles, ação de combate efetivo ao mosquito; assistencialismo e ensino e pesquisa. No plano Estadual, de acordo com Tavares, também estão inclusos pagamento por produtividade dos agentes e checagem em tempo real por meio de tabletes e smatphones.
De acordo com o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), em seis municípios do Estado os agentes de saúde já receberam os tablets e treinamento. Durante a visita, os agentes entram nas casas, cadastram endereço e telefone e os dados são transferidos para Central, chamada de sala de situação, que fica em Campo Grande.
“Cada equipamento é interligado a uma sala de situação, que funciona na Capita, e ali nós temos um desenho de todo o Mato Grosso do Sul, de todos os municípios e bairros com as regiões onde tem maior incidência de focos”, disse.
Ainda segundo Azambuja, com o mapeamento das regiões e municípios, serão feitos ataques específicos de acordo com a incidência de focos de cada localidade. Além disso, a recompensa por produtividade aos agentes de saúde subirá de R$ 128 para R$ 300.
“O incentivo que o governo vai dar para agentes de saúde é justamente para premiar as equipes que desenvolverem um bom trabalho, é você premiar aqueles agentes que fizeram a boa visita e o que olhou bem todos os cantos da casa”, explicou Azambuja.
O governo está buscando parceria com a Receita Federal e vai fazer uma licitação para compra de tablets, para que agentes de saúde de todos os municípios possam ter o equipamento.
LEI
O governador Reinaldo Azambuja sancionou projeto de lei que autoriza os agentes de saúde a entrar em qualquer imóvel para combater focos do mosquito Aedes aegypti, mesmo que o proprietário não autorize o trabalho ou não seja localizado.
Só será permitida a entrada compulsória depois que o dono for notificado e o agente realizar três tentativas. Um policial militar ou guarda municipal deverá acompanhar a vistoria.
Donos de imóveis onde forem encontrados focos do mosquito serão notificados a eliminar o problema e poderá ser multado, com valores que vão de R$ 111 a R$ 444.


