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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Grupo invade fazenda de família de senadora Tereza Cristina em MS

Em nota, a assessoria da parlamentar informou que os invasores foram retirados do local após intervenção pacífica da Polícia Militar. Polícia Civil investiga o caso.

Um grupo de pessoas invadiu a Fazenda Eliza, propriedade da família da senadora Tereza Cristina (PP-MS), nesse domingo (30), em Terenos (MS). Segundo a assessoria da parlamentar, o grupo foi retirado do local após intervenção pacífica da Polícia Militar (PM).

As informações da invasão chegaram à PM no começo da manhã desse domingo. No início da ocorrência e segundo repassado pela comunicação da senadora, a invasão estaria ligada a pessoas do Movimento Sem Terra (MST). Entretanto, por meio de nota, o MST-MS informou que não realizou ocupação em áreas ligadas à parlamentar.

Segundo o Boletim de Ocorrência, ao menos 10 pessoas invadiram a propriedade e chegaram a levantar acampamento no local. Assim que chegaram ao local, a PM constatou que duas mulheres lideravam o movimento.

Depois da negociação, o grupo retirou o acampamento do local e saíram após a PM intervir como mediadora do processo. A Polícia Civil investiga o caso.

Em nota, assessoria da senadora confirmou a invasão. Leia a nota na íntegra: “Na madrugada deste domingo (30), um pequeno grupo de invasores sem-terra tentou ocupar a fazenda da família da senadora Tereza Cristina (PP-MS), localizada em Terenos (MS), a 25km de Campo Grande. Eles se retiraram ainda pela manhã, pacificamente, após intervenção da Polícia Militar”.

Já o MST repudiou a vinculação do nome do movimento a invasão. Leia nota do movimento abaixo:

“O MST em Mato Grosso do Sul vem, por meio desta nota, afirmar que não realizou ocupação em áreas ligadas à senadora Tereza Cristina (PP), em Terenos, MS. Ainda que seja figura proeminente do agronegócio e tenha em seu histórico a condução do Ministério da Agricultura durante o governo Bolsonaro, o MST não organizou nem apoiou nenhuma ação em latifúndios da senadora. Na Jornada Nacional de Lutas em Defesa da Reforma Agrária deste ano, conhecida como Abril Vermelho, realizamos uma série de atividades com nossas famílias acampadas, sendo que, nenhuma delas foi ocupação de terra. No último período, aprofundamos nossas ações de solidariedade, principalmente, com indígenas. A partir dos nossos cinco acampamentos e diversos assentamentos no estado, doamos centenas de quilos de alimentos saudáveis, além de sementes agroecológicas para diversas comunidades indígenas. Compreendemos que a luta de indígenas e Sem Terra é a mesma no Mato Grosso do Sul, pois a concentração de terras pelas elites agrárias atinge a ambos. Repudiamos a tentativa de vincular a luta do MST à ação ocorrida na propriedade ligada à senadora. Em um momento de avanço da criminalização contra o MST, através, por exemplo, da instalação de uma CPI ilegal contra nós, tais vinculações só servem para incitar a sociedade contra a luta legítima do Movimento. É esta luta que nos permitiu, durante a pandemia, doar mais de 8,5 mil toneladas de alimentos saudáveis à população mais carente. Seguiremos em nossa luta histórica em defesa da Reforma Agrária Popular, da produção de alimentos saudáveis, da luta contra o latifúndio e da reconstrução do país”.

Fonte: G1 MS