A demissão se deu pelos motivos de “incontinência pública e conduta escandalosa” e “ofensa moral ou física” por casos ocorridos no ano passado.
Dois guardas civis metropolitanos de Campo Grande foram demitidos do serviço público municipal. A decisão do desligamento de Jackson Alves Ramão e Renne Mendes foi publicada no Diário Oficial Municipal (Diogrande) nesta terça-feira (10).
A demissão se deu pelos motivos de “incontinência pública e conduta escandalosa” e “ofensa moral ou física” por casos ocorridos no ano passado.
Jackson era Guarda Civil Metropolitana Classe Especial e foi demitido em razão de um caso de agressão contra um jovem de 27 anos morador de rua em junho do ano passado, no bairro Morada Verde, em Campo Grande.
O jovem, conhecido como Bugrinho, foi detido por moradores da região após uma suspeita de furto. Quando os guardas chegaram, em vez de levar o suspeito à delegacia, Jackson e outro guarda agridem o jovem com pisões no rosto, tapas violentos e chutes na cabeça.
Durante as agressões, o jovem pede por socorro, mas os agentes continuam a violência com ofensas e xingamentos. A ação foi gravada em vídeo.
Na época, a Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social afastou os dois agentes envolvidos (Jackson Alves e Rodrigo Tosta da Silva). A defesa dos guardas chegou a pedir o retorno dos mesmos às ruas, mas a decisão foi indeferida.
Com a conclusão do processo, Jackson foi definitivamente desligado do cargo nesta terça-feira.
Já Renne Mendes ocupava o cargo de Inspetor da Guarda Civil Municipal e foi demitido por um caso ocorrido no mês de julho do ano passado, no bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
O crime foi gravado por câmeras de segurança e mostram o agente dirigindo uma moto vermelha perseguindo um jovem de 21 anos Em determinado momento, Renne efetua três disparos contra a vítima, guarda a arma na cintura e continua perseguindo o rapaz.
De acordo com testemunhas, o guarda estava bebendo em uma conveniência anexa à casa da vítima e iniciou a confusão após uma discussão.
O afastamento do guarda foi publicado no Diário Oficial na edição do dia 11 de julho de 2025. Com a conclusão do processo, Renne também foi desligado do cargo nesta terça-feira.
Violência Policial
De acordo com dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a letalidade policial em Mato Grosso do Sul reduziu 31,4% em 2025 na comparação com 2024. Os registros passaram de 91 ocorrências para 59.
Mesmo assim, dados dos últimos três anos mostram que foram 290 mortes por intervenção policial em um Estado que tem em torno de 2,9 milhões de habitantes.
Ou seja, uma a cada dez mil pessoas foi morta a tiros por algum representante do Estado nesse período.
Fonte: Correiodoestado

