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Jones tem superstição de não levar cinturão ao octógono. Culpa de Shogun

29/11/2014 12h10

“Para um desafiante, ver aquilo é como beber um galão de água antes de ir caminhar no deserto, sabe?”, disse Jones, segundo o MMA Fighting.

UOL

Jon Jones virou o mais jovem campeão do UFC ao derrotar Maurício Shogun. E aquele combate segue acompanhando o norte-americano até hoje, em uma superstição que carrega em seus atuais combates e que, de certa forma, o ajudou na conquista. Jones nunca leva seu cinturão ao octógono, e ele explica como o brasileiro lhe ensinou essa “lição”.

Naquele combate em 2011, pelo UFC 128, Jones era apenas uma jovem revelação, enfrentando um astro campeão do Pride e do UFC. E, ao começar o combate, uma coisa chamou a atenção. Jones podia enxergar de dentro do octógono o cinturão nas mãos de Murilo Ninja, irmão de Shogun. Aquela visão, aquela sensação de que o prêmio pela vitória era tão palpável, o encorajou.

“Para um desafiante, ver aquilo é como beber um galão de água antes de ir caminhar no deserto, sabe?”, disse Jones, segundo o MMA Fighting.

“Quando enfrentei Shogun, Murilo Ninja trouxe o cinturão ao octógono e lembro de vê-lo de dentro da jaula. Lembro de sentir algo no meu coração, algo me dizendo que nada poderia me deixar ir embora sem o título”, detalhou o campeão dos meio-pesados.

“Eu estava observando Shogun e, ao ver aquele cinturão, todo o nervosismo foi embora. Foi tipo: ‘uau, o cinturão está bem ali. Posso vê-lo, está tão próximo’. Eu me tornei um superhumano naquele momento e acho que é por isso que derrotei Shogun daquela forma”, concluiu Jon Jones.

O campeão dos meio-pesados do UFC põe em jogo seu título no dia 3 de janeiro, contra o compatriota Daniel Cormier.

À frente do chefe Dana White, Maurício Shogun posa para a foto, enquanto o desafiante Jon Jones prefere ficar afastado do brasileiro, que põe em jogo o cinturão dos meio-pesados neste sábado Neil Davidson/AP