Brasília (DF), 6/3/2026 – O Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, presidiu, nesta sexta-feira (6), a cerimônia de celebração dos 218 anos de criação do Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), na Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, no Rio de Janeiro (RJ).
Durante o evento, foram apresentados os novos equipamentos e armamentos do CFN, como os drones do recém-ativado Esquadrão de Reconhecimento e Ataque; os robôs da Companhia de Desativação de Artefatos Explosivos; a Embarcação de Desembarque Litorâneo; e a Viatura Blindada Lançadora Múltipla, equipada com o Míssil Antinavio Nacional, armamento que também equipa as Fragatas da Classe Tamandaré.
Na ocasião, o prêmio Fuzileiro Padrão foi entregue ao cabo Hennery Dias Barbosa, e a Medalha Mérito Anfíbio conferida aos militares da ativa da Marinha que se distinguiram pela exemplar dedicação à profissão e interesse no aprimoramento da sua condição de combatente. Os comandantes dos Fuzileiros Navais da Espanha, Estados Unidos, França, Peru e Portugal foram homenageados pela cooperação com o Brasil. Também houve desfile de viaturas blindadas.
Aula magna na ESG
Também nesta sexta-feira (6), no Rio de Janeiro, o Ministro José Mucio proferiu aula magna na Escola Superior de Guerra (ESG), órgão do Ministério da Defesa, dando início ao Curso Superior de Defesa (CSD). O tema foi “Panorama da Defesa do Brasil em meio ao cenário geopolítico internacional”.
O ministro lembrou da Guerra Fria, entre os Estados Unidos e a antiga União Soviética, e da corrida armamentista do século 20. “Aquele mundo bipolar já não existe mais, há algum tempo. Vivemos, hoje, uma realidade multilateral, que se apresenta claramente, seja no campo político, seja no econômico, no militar, na diplomacia, na cultura, na religião, enfim, sob várias óticas distintas, numa realidade que projeta cenários incertos para os próximos anos”, ponderou.
Segundo José Mucio, o Brasil sempre manteve sua posição de neutralidade e índole pacífica, distante das principais zonas de confronto, mas atuante e proativo na modernização de suas estruturas de defesa e na diplomacia. “Ampliamos a pesquisa e o desenvolvimento, adquirimos novas capacidades militares, crescemos nossa indústria, muitas vezes, fruto de parcerias estratégicas, com incorporações tecnológicas”, afirmou.
Planejamento estratégico
Na avaliação de José Mucio, as escolas militares também precisam revisar seus currículos e seus processos. “Não podemos nos manter presos no passado, sob pena de não podermos ascender para o futuro. Essa é a missão do planejador estratégico de alto nível”, sublinhou.
De acordo com o ministro, a Defesa está presente em toda estrutura nacional. “Ela está na indústria, na educação, na logística, na tecnologia, na pesquisa, na ciência, na infraestrutura, na segurança nacional e em muitos outros campos da sociedade. No campo social, no acesso de mulheres ao serviço militar, na implantação de novas e modernas escolas no Nordeste, como o ITA do Ceará, a Escola de Sargentos em Pernambuco e o IME na Amazônia”, disse.
Estiveram presentes, o Chefe do Estado-Maior Conjunto das ForçasArmadas (Emcfa), Almirante de Esquadra Renato Rodrigues de Aguiar Freire; a Secretária-Geral do Ministério da Defesa, Cinara Wagner Fredo; o Comandante da Marinha, Marcos Sampaio Olsen; o Chefe de Educação e Cultura do MD, Almirante de Esquadra Guilherme da Silva Costa; entre outras autoridades militares e civis.
Por Rafael Paixão
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Fonte: Ministério da Defesa






