Neste domingo, o Maranhão se mobiliza para as eleições 2026, com mais de 5 milhões de eleitores aptos a votar no primeiro turno. A jornada democrática conta com o trabalho de mais de 70 mil mesários, distribuídos pelos 217 municípios do estado, garantindo a organização e a tranquilidade do processo eleitoral em todo o território maranhense.
A capital, São Luís, concentra o maior contingente de eleitores, com mais de 750 mil cidadãos exercendo seu direito ao voto. Desde as primeiras horas da manhã, a movimentação nos locais de votação é intensa, refletindo o engajamento da população no processo democrático.
Em meio ao fluxo de eleitores, a reportagem conversou com irmãs Thaís Chagas de Melo, 34 anos, e Alice Chagas de Melo, 25 anos, que compareceram cedo ao Liceu Maranhense, um dos pontos de votação mais tradicionais da capital. Ambas demonstraram ter dedicado tempo à escolha de seus candidatos.
“Foi uma longa jornada, mas eu consegui, vou até levar na pesca”, comentou Thaís, utilizando uma expressão local para se referir à anotação com os números dos candidatos. A vendedora expressou o desejo por um voto consciente: “Desejo que elas votem com consciência, que elas saibam votar para a gente melhorar o nosso país.”
Alice, guarda municipal, compartilhou a mesma preocupação. Apesar de ter estudado as propostas, expressou frustração com a repetição de nomes na política: “Estudei direitinho, mas achei que ainda há pouca possibilidade de as pessoas fazerem alguma coisa que preste na cidade, porque só vemos as mesmas caras de candidatos”, lamentou. Seu conselho aos demais eleitores foi: “A gente em que estudar a proposta de cada um, não se vender e ter paciência, que uma hora a gente acerta”.
A indecisão marcou a votação para a dona de casa Ana Caroline Barroso, 32 anos. “Eu ainda estava em dúvida no caso do presidente, governador eu já tinha”, relatou, admitindo ter enfrentado dificuldades também na escolha de outros cargos, como o de deputado federal. Ela classificou a eleição como “indecisa”.
Diferentemente de Ana Caroline, a dona de casa Maria Helena Barros, 57 anos, definiu seu voto na reta final. “Foi quase de última hora”, disse, e completou: “Saio daqui com um pouco de esperança, mas a gente fica com a dúvida também se vai melhorar”.
A aposentada Itaci Ramos de Salles, 89 anos, demonstrou convicção ao chegar para votar com todos os candidatos definidos. “Já tinha todos os candidatos na cabeça, só Deus. Até porque ninguém faz minha cabeça”, afirmou com segurança. Itaci ressaltou a importância do voto para a sua faixa etária: “Para mim, é importante votar. Quem tiver com a minha idade e tiver vontade de votar, vote, pode ir tranquilo; votar é bom”.
Carlos Alberto Rancho, presidente da Cruz Vermelha no Maranhão, reforçou a responsabilidade inerente ao ato de votar:

