Ministro da CGU: “Estamos dificultando a vida de quem quer lesar a população

Vinícius Marques de Carvalho destacou que auditorias realizadas pela CGU geraram mais de R$ 40 bilhões em benefícios financeiros, valor 25% maior em relação a 2021 (R$ 32,2 bilhões) e mais que o dobro do registrado em 2022 (R$ 19,6 bilhões)

Oministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, apresentou nesta quinta-feira (12/2), durante participação no Bom Dia, Ministro, detalhes da pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico  (OCDE), que revela aumento da confiança dos brasileiros nas instituições públicas entre 2022 e 2025. O ministro também apresentou um panorama das principais medidas da pasta no combate à corrupção e na promoção da transparência.

Segundo levantamento da OCDE, a confiança no Governo do Brasil aumentou 12 pontos percentuais no período, alcançando 38%, o maior crescimento registrado entre governos da América Latina e do Caribe no período. Em três anos, o Brasil passou de um patamar próximo ou abaixo da média regional para um nível de confiança institucional superior à média da América Latina em diversos indicadores. O país aparece entre os que registram maior confiança no governo pelos cidadãos.

“A satisfação com o sistema de saúde passou de 32% para 40%; com o sistema de educação, de 29,7% para 55%; com os serviços administrativos, 31,8% para 55%. Percepção de que o pedido de benefício seria tratado com justiça, 19% para 48%; de que um funcionário público recusaria suborno, 20% para 40%. E por fim, confiança na própria capacidade de participar da política, de 34,8% para 42%”, listou o ministro.

Nós estamos enfrentando os grandes esquemas de fraudes no Brasil. E é importante falar isso, porque estamos dificultando a vida de quem atua na relação com o Estado de maneira fraudulenta. Este é o nosso objetivo e tem sido o compromisso do governo do presidente Lula”

Vinícius Marques de Carvalho, ministro da Controladoria-Geral da União

Entre os destaques do levantamento, o Brasil aparece em 2025 como o país com maior nível de confiança no sistema eleitoral em toda a América Latina, com índice de 48%, nove pontos acima da média regional. A confiança no serviço público alcançou 42%, 10 pontos acima da média latino-americana. “A reconquista da democracia é o que permite, por exemplo, que as pessoas confiem mais na capacidade de participar da política. É um ponto relevante elas confiarem mais no governo federal. Outro ponto digno de nota é o fato de que os serviços e as políticas públicas vêm melhorando”, acrescentou.

COMBATE À CORRUPÇÃO — Outro eixo da entrevista com o ministro da CGU foi o combate à corrupção e o aperfeiçoamento de instrumentos de transparência e controle. Ele citou as auditorias no uso de recursos públicos como um dos principais instrumentos para alcançar os objetivos. Em 2025, o órgão publicou 628 relatórios. Isso representa um aumento de aproximadamente 40% em relação a 2022 (381). No ano passado, a pasta fiscalizou a aplicação de recursos federais em 404 entes federativos, 167% a mais que o apurado em 2022 (151). “O que normalmente o mundo hoje tem discutido sobre o tema da corrupção não é se há ou não há corrupção, é o que o governo faz, o que as autoridades fazem para enfrentar a corrupção e para melhorar as instituições”, destacou.

Para o ministro, o dado que aponta aumento de 20% para 40% na percepção da população de que um funcionário público recusaria suborno é um dos indicadores que demonstram que a atual gestão caminha na direção correta. “É um governo que, de fato, não deixa as coisas debaixo do tapete, coloca luz nos problemas, dá liberdade para que Polícia Federal, CGU, Receita Federal e todos os órgãos de controle façam o trabalho de maneira coordenada”, pontuou o titular da CGU.

AUDITORIAS — As auditorias realizadas pela CGU geraram mais de R$ 40 bilhões em benefícios financeiros. O montante representa crescimento de cerca de 25% em relação a 2021 (R$ 32,2 bilhões) e mais que o dobro do registrado em 2022 (R$ 19,6 bilhões). “Nos três anos do governo do presidente Lula, deixamos de gastar em licitações públicas mais de R$ 3 bilhões em três anos. É um trabalho que temos aperfeiçoado porque é um caminho muito necessário e imprescindível para que consigamos ter mais integridade nas agendas de contrato e de editais”, explicou.

INSS – Ao comentar o caso de descontos indevidos em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, o ministro destacou a atuação coordenada para responsabilizar as entidades e bloquear recursos. “Nós estamos enfrentando os grandes esquemas de fraudes no Brasil. E é importante falar isso, porque estamos dificultando a vida de quem atua na relação com o Estado de maneira fraudulenta. Este é o nosso objetivo e tem sido o compromisso do governo do presidente Lula”, declarou.

MASTER — Sobre o caso do Banco Master, que teve liquidação extrajudicial decretada pelo Banco Central no âmbito de investigações da Polícia Federal, o ministro explicou de que forma se dá a atuação da CGU. “Se houver servidores públicos federais envolvidos em qualquer tipo de ato de corrupção, tanto do Banco Central como de ministérios ou estatais, a CGU tem a função de processar e até condenar e avocar os casos. Outra função é a CGU aplicar a Lei Anticorrupção, que envolve multas e outras punições para pessoas jurídicas, empresas, associações e entidades”, explicou.

“Se, nesse caso do Banco Master, também se identificar qualquer indício de que o banco, por exemplo, pagou propina para alguém, para algum servidor público federal, corrompeu alguém, fraudou processo de fiscalização – algo que o Banco Central também já pune —, nós podemos abrir um processo pela Lei Anticorrupção também”, completou.

EMENDAS PARLAMENTARES – Vinícius de Carvalho informou que a CGU já realizou uma série de auditorias, 70 no ano passado, em municípios e estados, referentes à questão da aplicação dos recursos federais, incluindo emendas parlamentares. “É importante dizer que não se trata de preocupação específica com emendas. É a alocação de recursos federais nos municípios e estados. Há uma discussão sobre a rastreabilidade, a transparência, a efetividade da alocação via emendas parlamentares, que o Supremo está fazendo, e pediu que fizéssemos auditorias a respeito”, detalhou de Carvalho. “Em algumas das situações, identificaram problemas que mereciam um aprofundamento da investigação que pudessem redundar em operações”, finalizou.

QUEM PARTICIPOU — O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Participaram do programa desta quinta-feira a Rádio Nacional de Brasília, Amazônia e Alto Solimões (EBC), Rádio Jangadeiro Bandnews (Fortaleza/CE), Portal Mais Goiás (Goiânia/GO) e Rádio Liga FM (Manaus/AM).

Fonte: Secretaria de Comunicação Social. 

Fonte: Controladoria-Geral da União