18/05/2016 07h40
Entre os pontos a serem aprimorados, Barbosa Filho destacou o maior controle das fronteiras
O Ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, disse nesta trça-feira (17) que a redução de homicídios e crimes violentos no Estado de São Paulo, do qual era secretário de Segurança, se deve à garantia de recursos pelo governador Geraldo Alckmin e à atuação “dentro da lei, mas com firmeza”. O ministro defendeu a extensão de programas de segurança pública que deram certo em São Paulo para todo o País.
“Vamos levar os bons frutos do governo do Estado de São Paulo para o Brasil todo. Vamos levar nosso plano de combate aos homicídios para todo o Brasil. Não é possível que continuem morrendo mais de 50 mil pessoas por ano vítimas de homicídio”, disse Moraes ao entregar o cargo de secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo para o procurador de Justiça Mágino Alves Barbosa Filho.
O novo secretário estadual disse que pretende contar com a ajuda do governo federal para implantar projetos que antes não tinham apoio do Ministério de Justiça. “Hoje podemos ter certeza de que quando estivermos fazendo uma proposta o governo federal saberá que é para melhorar. Sabemos que com Moraes teremos um relacionamento que efetivamente nunca chegou a existir com o Ministério da Justiça.”
Entre os pontos a serem aprimorados, Barbosa Filho destacou o maior controle das fronteiras. “Precisamos diminuir a entrada de armamento pesado no país e buscar parcerias que cisem a isso. Por exemplo, a parceria entre as policias que possibilitem melhor patrulhamento nas estradas para evitar a entrada indiscriminada de armas no País. Podemos estabelecer várias parcerias e colocar tropas especializadas em apoio para operações conjuntas. Isso será objeto de estudo”.
Mal-estar
Alexandre de Moraes negou que tenha havido mal-estar com o presidente interino Michel Temer, após entrevista na qual teria dito não ser necessário que o presidente seja obrigado a escolher o candidato mais votado pelo Ministério Público Federal para o cargo de procurador-geral da República.
Segundo ele, o que ocorreu foi uma má interpretação do jornalista ao escrever sobre o tema. “Não houve mal-estar de forma nenhuma. Como bem disse o presidente, quem escolhe é o presidente. Ele tem essa discricionalidade, optou e vai optar pelo primeiro, que é muito bom para o Ministério Público”, afirmou.
A declaração gerou críticas de que a mudança na forma de nomeação para o cargo pudesse reduzir autonomia do Ministério Público e da Procuradoria-Geral, permitindo a escolha de um candidato favorável ao governo.
O ministro disse ainda que não conversou com Temer sobre a proposta e que a próxima lista tríplice só deverá ser discutida em um ano e meio, ao fim do mandato do atual procurador, Rodrigo Janot. “Esse assunto não é para agora, mas para daqui a um ano e meio. A lista tríplice será mantida e ele escolherá o primeiro” afirmou.
Fonte: Agência Brasil


