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terça-feira, 22 de setembro, 2026

Morre Zuenir Ventura, renomado jornalista e imortal da Academia Brasileira de Letras

O mundo do jornalismo e da literatura brasileira lamenta a perda de Zuenir Ventura, que faleceu aos 95 anos em sua residência. A causa da morte foi uma pneumonia, conforme comunicado pela Academia Brasileira de Letras (ABL) nesta terça-feira (22).

Nascido em Além Paraíba, Minas Gerais, em 1931, Ventura construiu uma carreira notável que atravessou diversas décadas. Bacharel e licenciado em letras neolatinas, ele também dedicou parte de sua trajetória ao ensino como professor na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

Sua jornada no jornalismo iniciou-se em 1956, onde rapidamente ascendeu de arquivista a repórter, colunista, editor e diretor de redação. Ao longo de sua carreira, colaborou com importantes veículos de comunicação, incluindo o jornal O Globo, Correio da Manhã e Jornal do Brasil, além das revistas Fatos & Fotos, Cruzeiro, Visão e Veja, deixando uma marca indelével no ofício.

Como escritor, Zuenir Ventura também alcançou reconhecimento. Sua obra “1968 – o ano que não terminou” obteve expressiva vendagem, enquanto “Cidade partida”, um livro-reportagem contundente sobre a violência urbana no Rio de Janeiro, foi laureado com o Prêmio Jabuti de Reportagem.

A Academia Brasileira de Letras, da qual Ventura era membro desde 2015, sucedendo o escritor Ariano Suassuna, informou que o velório ocorrerá nesta quarta-feira (23) em sua sede, com o sepultamento no mausoléu da ABL, localizado no Cemitério São João Batista.