No cenário nacional, a estimativa para todos os grãos soma 342,7 milhões de toneladas — 1% abaixo do recorde de 2025, mas com leve alta frente a dezembro
Estado deve registrar crescimento de 14% na produção da oleaginosa, mesmo com cenário nacional ligeiramente abaixo do recorde de 2025.
A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas em 2026 caminha para um dos maiores volumes da história, mas o destaque, para Mato Grosso do Sul, está na soja. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Estado deve colher 15 milhões de toneladas da oleaginosa, um crescimento expressivo de 14% em relação a 2025.
No cenário nacional, a estimativa para todos os grãos soma 342,7 milhões de toneladas — 1% abaixo do recorde de 2025, mas com leve alta frente a dezembro. A soja, sozinha, puxa o desempenho e deve alcançar novo recorde histórico, com 172,5 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal motor do agro brasileiro.
Centro-Oeste ainda domina
A região Centro-Oeste continua como epicentro da produção nacional, respondendo por quase metade dos grãos do país: 167,5 milhões de toneladas (48,9%). Mesmo com variação anual negativa de 6,2%, a região registrou crescimento mensal de 1,6%, indicando reação ao longo do ciclo.
Entre os estados, o Mato Grosso lidera com 30,3% da produção nacional. Mato Grosso do Sul aparece na quinta posição, com 7,6% de participação, atrás de Paraná, Rio Grande do Sul e Goiás.
Soja: motor da economia sul-mato-grossense.
Para 2026, a soja deve representar mais da metade de todos os grãos colhidos no país. A área plantada nacional chega a 48 milhões de hectares, com rendimento médio estimado em 60 sacas por hectare.
No caso de Mato Grosso do Sul, o crescimento de 14% na produção indica:
Recuperação e avanço tecnológico nas lavouras
Clima favorável na maior parte do ciclo
Expansão estratégica de área em regiões consolidadas
Enquanto estados como Mato Grosso e Goiás projetam pequenas quedas na comparação anual, MS aparece como um dos destaques positivos da safra.
Outros grãos em retração
Nem todos os produtos acompanham o ritmo da soja. Nacionalmente, houve queda nas estimativas de:
Milho (-5,6%)
Arroz (-7,9%)
Algodão (-11%)
Sorgo (-13,9%)
Trigo (-1%)
A concentração em soja reforça o peso da oleaginosa na economia regional e também acende alerta sobre diversificação produtiva.
Impacto direto no Estado
A projeção de 15 milhões de toneladas fortalece a balança comercial de Mato Grosso do Sul, amplia a demanda por logística e pressiona infraestrutura — especialmente rodovias e corredores de exportação.
Com preços internacionais ainda abaixo do desejado pelos produtores, o aumento de volume é visto como estratégia para manter margens e competitividade.
Se o clima continuar colaborando até o fim do ciclo, 2026 pode entrar para a história como um dos melhores anos da soja sul-mato-grossense — mesmo em um cenário nacional levemente inferior ao recorde anterior.
Fonte: Campograndeews

