Estimativas apontam que produtores do estado colheram a segunda maior safra de soja da história de Mato Grosso do Sul e devem cultivar a terceira maior de milho.
03/04/2019 10h20 – G1
Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul concluíram oficialmente a colheita da soja da safra 2018/2019
e o plantio do milho de inverno (segunda safra). A informação é da mais recente circular do Sistema de
Informação Geográfica do Agronegócio (SIGA), da Associação dos Produtores da oleaginosa (Aprosoja/MS)
e da Federação de Agricultura e Pecuária (Sistema Famasul).
Segundo o SIGA, os trabalhos foram encerrados na sexta-feira passada (29 de março). A projeção dos
técnicos é que neste ciclo ocorreu um aumento de 5,18% na área cultivada com soja, de 2,700 milhões de
hectares para 2,840 milhões de hectares, mas que em razão de veranicos – períodos de longa estiagem
com altas temperaturas, ocorridos no fim do ano passado, a produtividade caia das 59,1 sacas por hectare
da temporada passada para 50,5 sacas por hectare. Isso deve provocar uma redução de 11,44% na
produção, que deve cair de 9,584 milhões de toneladas para 8,605 milhões de toneladas.
Se confirmada a estimativa do SIGA, com esse volume, Mato Grosso do Sul deve registrar neste ciclo a
segunda maior safra de soja de sua história, apesar dos efeitos dos veranicos. O recorde é do ciclo anterior.
Já em relação ao milho, a circular destaca uma previsão de aumento de 5,73% na área de plantio, que deve
subir de 1,814 milhão de hectares para 1,918 milhão de hectares. Projeta ainda um incremento na
produtividade em torno dos 11,5%, de 70,1 sacas por hectare para 78,2 sacas por hectares, o que deve
elevar a produção em 14,8% frente a 2018, saltando de 7,838 milhões de toneladas para 9,002 milhões de
toneladas.
Essa projeção, se comprovada após o encerramento da colheita do cereal, indica que os agricultores sul-
mato-grossenses deverão obter neste ano a terceira maior safra de milho de inverno do estado. O recorde é
do ciclo 2016/2017, quando foram colhidas 9,816 milhões de toneladas. Na segunda posição aparece a
temporada 2014/2015, com 9,040 milhões de toneladas.


